ENTREVISTA

‘Movimento mais político do que propriamente classista’, diz Simões, sobre greve da Saúde em Minas

Categoria votará aderência à paralisação em 11 de setembro, durante protesto na Cidade Administrativa

Gabriela de Castro* e Bernardo Haddad
portal@hojeemdia.com.br
Publicado em 31/08/2026 às 19:20.Atualizado em 31/08/2026 às 19:23.
“Escolheram fazer a greve no meio do período eleitoral porque tem candidatos que são ligados aos sindicatos, faz parte”, disse o candidato à reeleição. “Eu não me ressinto, mas a gente percebe que é um movimento mais político do que propriamente classista.” (Reprodução/Redes Sociais)
“Escolheram fazer a greve no meio do período eleitoral porque tem candidatos que são ligados aos sindicatos, faz parte”, disse o candidato à reeleição. “Eu não me ressinto, mas a gente percebe que é um movimento mais político do que propriamente classista.” (Reprodução/Redes Sociais)

O governador Mateus Simões (PSD) disse que uma possível greve dos servidores estaduais da Saúde em Minas, prevista para ter adesão votada em um protesto na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, em 11 de setembro, “parece ser política”. A declaração ocorreu durante entrevista ao Hoje em Dia.

Na conversa, o candidato à reeleição afirmou que “falta sensibilidade” da parte dos servidores em entender que todos os profissionais receberam o mesmo reajuste. “Inclusive, ao fazerem essa paralisação, eles passam a impressão de que acham que têm algum direito maior do que o dos outros”, afirmou.

“Não é que eles não mereçam mais, é que todo mundo recebeu isso”, disse Simões. “A Saúde, portanto, me parece que está fazendo política, porque escolheu exatamente esse momento. Por que eles não fizeram a greve na data-base, em maio?”, questiona o governador.

“Escolheram fazer a greve no meio do período eleitoral porque tem candidatos que são ligados aos sindicatos, faz parte”, pontua. “Eu não me ressinto, mas a gente percebe que é um movimento mais político do que propriamente classista”, acrescentou.

Entenda a tensão entre servidores e Governo

No último dia 25, os servidores estaduais da Saúde decidiram votar se vão entrar em greve em uma próxima paralisação da categoria, marcada para 11 de setembro.

Conforme os servidores, o ato visa pressionar o Governo e reivindicar o aumento da ajuda de custo e tratamento igual ao concedido a outros setores do funcionalismo.

O protesto foi a primeira manifestação dos servidores da Saúde desde o início oficial da campanha eleitoral. Uma assembleia foi realizada em frente ao prédio onde fica o gabinete do governador e candidato à reeleição Mateus Simões.

Porta-vozes da categoria afirmam que nenhum representante do Governo do Estado aceitou receber a comissão do movimento para discutir as reivindicações.

Questionado sobre a recepção aos representantes dos servidores, Simões disse que quem recebe as comissões é a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais (Seplag). 

“A conversa é com os sindicatos, não com candidatos. Então os sindicatos são sempre recebidos. Agora, gente que está lá no meio da manifestação, que é candidata e quer ser recebida, eles não falam pela classe, eles falam por eles mesmos”, afirma.

*Estagiária, sob supervisão de Renato Fonseca

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