ENTREVISTA

‘Muitos candidatos não entenderam o Propag’, diz Gabriel Azevedo sobre dívida de Minas

Candidato afirma que Estado ainda precisa tomar medidas para cumprir as regras do programa e evitar aumento do endividamento

Bernardo Haddad e Leandro Alves*
@_bezao e @leandroalves04
Publicado em 10/09/2026 às 14:59.Atualizado em 10/09/2026 às 18:46.
 (Valéria Marques/Hoje em Dia)
(Valéria Marques/Hoje em Dia)

Candidato ao Governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB) afirmou que muitos postulantes à sucessão estadual não compreenderam as regras do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), tema constantemente debatido nessas eleições. Segundo ele, ainda há medidas que podem ser tomadas para lidar com a dívida pública de Minas.

“Há muitos candidatos que não entenderam o Propag. É visível. A pessoa fala de um tema, mas, se você esmiuçar, você leu a documentação toda, você entendeu o processo?”, questiona Gabriel.

O ex-vereador de BH afirmou que o Estado precisa garantir uma avaliação adequada dos ativos apresentados ao Governo Federal para abater parte da dívida. A lista, segundo ele, soma R$ 88 bilhões. O candidato citou a Cemig como exemplo de ativo que não pretende entregar.

“Uma análise equivocada desses ativos pode impactar de R$ 15 bilhões a R$ 16 bilhões de diferença no que a gente está propondo. Essa lista tem, por exemplo, como contrapartida a Cemig, que está lá avaliada em R$ 13,5 bilhões. Mas eu não quero entregar a Cemig”, afirmou.

Outro ponto citado pelo candidato é a necessidade de controlar as despesas do Estado. Segundo ele, Minas precisa respeitar a regra do Propag que impede o crescimento dos gastos acima da arrecadação.

“A previsão para o ano que vem é de gastar R$ 7 bilhões a mais do que arrecada. Antes de ficar dizendo que vai se bravejar contra o presidente, o Governo Federal, tem que botar a mão na mesa, negociar, fazer o dever de casa”, disse.

Gabriel Azevedo

Ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo foi eleito para o Legislativo da capital em 2016 e reeleito em 2020. Presidiu a Casa entre 2023 e 2024 e, naquele ano, concorreu à Prefeitura de BH. Professor de Direito Constitucional, também foi subsecretário de Estado para a Juventude durante o governo Antonio Anastasia.

*Estagiário sob supervisão de Renato Fonseca

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