‘Muitos candidatos não entenderam o Propag’, diz Gabriel Azevedo sobre dívida de Minas
Candidato afirma que Estado ainda precisa tomar medidas para cumprir as regras do programa e evitar aumento do endividamento

Candidato ao Governo de Minas, Gabriel Azevedo (MDB) afirmou que muitos postulantes à sucessão estadual não compreenderam as regras do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), tema constantemente debatido nessas eleições. Segundo ele, ainda há medidas que podem ser tomadas para lidar com a dívida pública de Minas.
“Há muitos candidatos que não entenderam o Propag. É visível. A pessoa fala de um tema, mas, se você esmiuçar, você leu a documentação toda, você entendeu o processo?”, questiona Gabriel.
O ex-vereador de BH afirmou que o Estado precisa garantir uma avaliação adequada dos ativos apresentados ao Governo Federal para abater parte da dívida. A lista, segundo ele, soma R$ 88 bilhões. O candidato citou a Cemig como exemplo de ativo que não pretende entregar.
“Uma análise equivocada desses ativos pode impactar de R$ 15 bilhões a R$ 16 bilhões de diferença no que a gente está propondo. Essa lista tem, por exemplo, como contrapartida a Cemig, que está lá avaliada em R$ 13,5 bilhões. Mas eu não quero entregar a Cemig”, afirmou.
Outro ponto citado pelo candidato é a necessidade de controlar as despesas do Estado. Segundo ele, Minas precisa respeitar a regra do Propag que impede o crescimento dos gastos acima da arrecadação.
Gabriel Azevedo
Ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Gabriel Azevedo foi eleito para o Legislativo da capital em 2016 e reeleito em 2020. Presidiu a Casa entre 2023 e 2024 e, naquele ano, concorreu à Prefeitura de BH. Professor de Direito Constitucional, também foi subsecretário de Estado para a Juventude durante o governo Antonio Anastasia.
*Estagiário sob supervisão de Renato Fonseca
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