RELAÇÕES INTERNACIONAIS

'Não existe veto aos EUA, como não tem à China', diz Lula após reunião com Trump

Presidente afirmou voltar ao Brasil otimista depois de encontro na Casa Branca e defendeu ampliação de parcerias internacionais

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 07/05/2026 às 17:21.Atualizado em 07/05/2026 às 17:27.
Lula defendeu ampliação de parcerias internacionais após reunião com Donald Trump na Casa Branca (Ricardo Stuckert/PR)
Lula defendeu ampliação de parcerias internacionais após reunião com Donald Trump na Casa Branca (Ricardo Stuckert/PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (7) que o Brasil está disposto a ampliar parcerias internacionais “sem veto” aos Estados Unidos ou a outros países. A declaração foi dada na embaixada brasileira em Washington, após a reunião de quase três horas com o presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca.

Ao comentar o encontro, Lula afirmou que o mais importante foi a realização da reunião presencial entre os dois governos e disse deixar os Estados Unidos mais otimista sobre a relação bilateral. Segundo ele, Trump também demonstrou otimismo após as conversas. 

“A única coisa que ele (Trump) tem que saber é o seguinte: o Brasil está disposto a construir parcerias onde ele quer construir. Não tem veto aos EUA, como não tem à China, França, Índia, Alemanha”, declarou o presidente.

A reunião entre Lula e Trump vinha sendo negociada pelas equipes diplomáticas dos dois países há semanas e reuniu ministros e autoridades brasileiras e norte-americanas. Entre os temas discutidos estavam comércio internacional, segurança pública, minerais críticos, cooperação econômica e questões geopolíticas.

Ampliar canais de diálogo com Washington

Nos bastidores, o encontro foi tratado pelo governo brasileiro como uma tentativa de ampliar canais de diálogo com Washington em meio à crescente disputa comercial e estratégica entre Estados Unidos e China. Ao defender uma política externa sem “vetos”, Lula reforçou o discurso de manutenção de relações diplomáticas e comerciais com diferentes potências globais.

Participaram da comitiva brasileira os ministros Mauro Vieira (Relações Exteriores), Wellington César (Justiça e Segurança Pública), Dario Durigan (Fazenda), Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

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