'Não tem nada que a polícia possa fazer para evitar que a mulher sofra feminicídio', diz Simões
Candidato à reeleição ao Palácio Tiradentes, governador diz que quando as forças de segurança são acionadas "o mal já foi feito" e aposta em educação e conscientização para evitar qualquer agressão

Combater a violência contra a mulher em três frentes: na educação, no ambiente social e na conscientização dos homens. Essa é a proposta de Mateus Simões (PSD), governador de Minas e candidato à reeleição, para evitar ainda mais casos de feminicídio. Apenas em 2025, o Estado registrou 177 vítimas do crime, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
“Não tem nada que a polícia possa fazer para evitar que uma mulher vítima de violência sofra feminicídio, porque a violência doméstica acontece num ambiente em que a polícia só é acionada quando o mal já foi feito”, disse Simões. “A gente tem que evitar que ela seja vítima da violência. Como é que a gente faz isso? Combatendo violência moral, violência psicológica e violência financeira contra a mulher.”
O governador explica que, na educação, é necessário reforçar o protagonismo feminino, “para que toda mulher cresça entendendo que ela jamais deve se submeter à violência de qualquer tipo praticado contra ela”. Já no ambiente social, Simões diz que é necessário promover “uma lógica de intolerância com o desvio no comportamento da relação de casais.”
“Esse ditado antigo, de que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher, não pode continuar prevalecendo”, afirma. “Um vizinho que ouviu um grito, viu uma cena de uma mulher sendo arrastada pelo braço, ele tem que acionar a polícia imediatamente para evitar que aquele tipo de violência se instale.”
Simões destaca ainda a importância de realizar um trabalho de conscientização entre os homens no Estado. “A Polícia Civil, inclusive, tem hoje turmas montadas em cada uma das nossas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) só de reabilitação do homem que pratica algum tipo de violência, para que ele não só sofra consequência penal, mas também entenda que aquele não é um comportamento adequado.”
*Estagiária, sob supervisão de Ana Paula Lima
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