Após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) contestou o resultado da eleição e voltou a criticar a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação deste domingo (25). Para o parlamentar, é “impossível reconhecer” a vitória do petista.
“O que estamos vendo neste momento é uma eleição que é impossível reconhecer. As pessoas estão dizendo: ‘é inacreditável’. Exato. É impossível de acreditar que o ex-advogado pessoal do Lula toma uma decisão às 17h01, um minuto após o encerramento da apuração, ele toma uma decisão nunca antes vista na história desse país, que é de prorrogar a eleição até às 19h”, afirmou.
Nikolas afirmou ainda que Zanin teria “furado a competência” dele para dar uma decisão favorável ao “ex-cliente” dele, se referindo a Lula. O parlamentar também questionou o fato do presidente ter quebrado os “marcadores históricos” das eleições.
“A maioria das pesquisas davam o Flávio na frente, inclusive o próprio Datafolha. Os marcadores históricos como quem ganha em Minas, ganha no Brasil, e de quem sai na frente no primeiro turno, também ganha as eleições. O Lula conseguiu quebrar com todos esses incríveis marcadores depois de uma decisão do seu ex-advogado pessoal. É impossível reconhecer essas eleições até que tudo seja esclarecido”, destacou Nikolas.
Votação prorrogada
O dia de votação foi marcado por denúncias da campanha do presidente Lula sobre a restrição no transporte de eleitores de municípios dos estados do Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco , Roraima e Bahia.
Após o registro dos casos, a campanha de Lula recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para solicitar a ampliação da votação até as 19h. Diante da demora do TSE, o PT foi ao Supremo, e o ministro Cristiano Zanin determinou a ampliação do horário.
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, disse que a decisão do ministro do STF Cristiano Zanin que ampliou em duas horas o período de votação gerou “dificuldades para o processo eleitoral”.
Durante coletiva de imprensa para apresentar um balanço do segundo turno das eleições, Kassio disse que a decisão foi recebida por ele após as 17h, horário oficial da votação. Segundo o presidente, nunca houve decisão anterior sobre ampliação do horário de votação.
“A decisão proferida após o horário de encerramento da votação gerou dificuldades no processo eleitoral. Assim que recebi o pedido de prorrogação do horário da votação, por volta das 15h30, busquei informações técnicas, apesar de não haver normativo que autorizasse qualquer prorrogação”, afirmou.
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