ENTREVISTA

‘O que eles vão fazer de novo?’: Simões questiona propostas de adversários em Minas

Candidato à reeleição concedeu entrevista exclusiva ao Hoje em Dia na sexta-feira (28)

Bernardo Haddad e Gabriela de Castro*
portal@hojeemdia.com.br
Publicado em 31/08/2026 às 19:21.Atualizado em 31/08/2026 às 19:22.
 (Guilherme Bergamini/ALMG)
(Guilherme Bergamini/ALMG)

O governador de Minas, Mateus Simões (PSD), questionou as propostas apresentadas por adversários na disputa pelo Governo do Estado, afirmando que parte das ideias defendidas pelos rivais já está em execução pela atual gestão. O candidato à reeleição se apresentou ao eleitor como opção de continuidade ao trabalho de Romeu Zema (Novo), mas com "novas prioridades".

Ao citar os candidatos de centro-direita, Simões afirmou que não há novidade. “As propostas, tanto do senador Cleitinho (Republicanos) quanto de Flávio Roscoe (PL), são basicamente o que a gente já fez no Governo. Esses dois, por exemplo, defendem que tem que ter ensino profissionalizante. Nós passamos de 40 mil vagas para 250 mil vagas. Isso não é novidade. O que eles vão fazer de novo?”, questionou Simões, em entrevista ao Hoje em Dia

O governador também citou propostas relacionadas à saúde como exemplo de ações que, segundo ele, já fazem parte da gestão atual. O candidato afirmou que Minas avançou na descentralização de serviços.

“Nós construímos 400 Unidades Básicas de Saúde (UBS). Nós estamos abrindo cinco hospitais regionais, nós descentralizamos a hemodiálise, descentralizamos a oncologia. Isso já está sendo feito”.

Ao explicar qual seria sua principal diferença em relação aos concorrentes, Simões apontou a discussão sobre a renda da população. Ele afirmou que pretende colocar o aumento da renda média dos mineiros no centro de seu projeto para um eventual segundo mandato.

“Eu sou o único candidato discutindo renda em Minas, porque os outros ainda estão discutindo coisas que a gente já fez”.

Críticas também à esquerda

Simões também diferenciou seu projeto de governo das candidaturas da esquerda. Sem citar nominalmente os concorrentes, ele agrupou PT, PDT e MDB, afirmando que as legendas representariam uma volta às políticas adotadas anteriormente em Minas.

“O mineiro lembra o que era a vida dele quando foi governado pela esquerda há oito anos atrás. Nós temos três candidatos que representam esse atraso. O consórcio do atraso formado pelas candidaturas do PT, do PDT e do MDB, que propõe exatamente os erros que já foram cometidos no passado”, disse.

Estratégia para a campanha 

A avaliação sobre os adversários ocorre em um momento de busca por crescimento eleitoral. Na pesquisa Quaest divulgada no último dia 25, Simões aparece com 7% das intenções de voto, atrás de Cleitinho Azevedo (Republicanos), Patrus Ananias (PT) e Alexandre Kalil (PDT). O candidato espera uma mudança no cenário com a propaganda eleitoral no rádio e na televisão, iniciada em 28 de agosto. 

“A minha coligação é a maior, eu tenho o maior tempo de TV disponível. Eu tenho quase metade dos deputados estaduais trabalhando dentro da minha campanha, pouco menos da metade dos federais, mais de 600 prefeitos alinhados conosco”, afirmou.

Simões disse acreditar que o aumento da exposição durante a campanha deverá alterar a posição nas pesquisas. 

Atual governador do Estado, Simões foi eleito vice-governador em 2022 e assumiu o cargo em março deste ano, com a saída de Romeu Zema (Novo). Com passagem pela Secretaria Geral do Estado, ele é advogado, professor e produtor rural.

* Estagiária, sob supervisão de Renato Fonseca

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