BASTIDORES

Pacheco indica saída do PSD e critica rumos do partido em Minas

Senador afirma que não concorda com rumos da sigla em Minas e avalia futuro político; definição deve ocorrer nos próximos meses

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 20/03/2026 às 17:04.Atualizado em 20/03/2026 às 17:19.
Senador admite possibilidade de deixar o PSD e avalia futuro político (Edilson Rodrigues / Agência Senado)
Senador admite possibilidade de deixar o PSD e avalia futuro político (Edilson Rodrigues / Agência Senado)

O senador Rodrigo Pacheco (PSD) revelou, nesta sexta-feira (20), que há uma “tendência forte” de saída do partido. A declaração foi dada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde acompanhou a agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Pacheco, a mudança está relacionada a divergências com o posicionamento do PSD no Estado. “Essa também é uma indefinição, há uma tendência forte de eu não permanecer no PSD em razão da posição tomada pelo partido em Minas, algo com que eu não me alio, não me filio”, afirmou.

O senador disse ainda que respeita a decisão da legenda, mas indicou que busca um caminho político diferente para o estado. “O PSD tomou outro rumo, eu respeito isso, então há uma tendência da minha saída do partido. [...] Felizmente eu tenho muitos convites, então vamos avaliar”, completou.

Vice-governador de Minas e pré-candidato, Mateus Simões se filiou ao PSD no fim do ano passado, deixando o Partido Novo, pelo qual foi eleito ao lado governador Romeu Zema.

Não descarta candidatura, mas cita alternativas

Pacheco também abordou a possibilidade de disputar o Governo de Minas em 2026, mas afirmou que a decisão ainda depende de uma série de fatores políticos e pessoais. “Ser governador do Estado é um orgulho muito grande para todas as pessoas que estão na política. Não há dúvida disso. Mas essa é uma avaliação que tem que ser feita com muita responsabilidade”, disse.

Apesar de ser apontado como um dos principais nomes para a disputa, o senador afirmou que sua candidatura não é indispensável e disse que há outros nomes para a composição de uma chapa majoritária. "Há alternativas no estado que precisam ser consideradas”, declarou.

Entre os nomes mencionados por ele estão a prefeita de Contagem, Marília Campos, o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, o vereador Gabriel Azevedo e o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite.

Ao citar Marília, que também estava presente no evento em Betim, Pacheco também indicou apoio à possibilidade de ela disputar uma vaga no Senado. “Eu ficaria muito contente de ter uma mulher da qualidade da Marília ocupando a cadeira que eu ocupei ao longo desse tempo e tive o prazer, a satisfação e a honra de ser presidente do Senado do Congresso Nacional duas vezes ao longo de 4 anos. Eu ficaria muito contente de ser substituído pela Marília”, afirmou.

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