
Uma série de atletas, ex-atletas, dirigentes e até parentes de personalidades esportivas disputaram vagas nas eleições deste ano em Minas. A maioria saiu derrotado das urnas, mesmo já conhecidos pela população ou até com ampla aceitação entre os torcedores na época em que estavam em times como Cruzeiro e Atlético. No Brasil, nomes fortes do futebol também foram preteridos pelos eleitores.
Alguns candidatos não conseguiram nem mesmo chegar a 1.000 votos. Caso de Jorge Ramos, pai do centroavante do Cruzeiro Kaio Jorge. O candidato do Avante tentava uma vaga de deputado federal, mas recebeu 577 votos.
Também ligado ao futebol e ao Cruzeiro, Sérgio Santos Rodrigues (PRD), ex-presidente da Raposa, também ficou de fora. Ele recebeu 20.279 votos, mas se elegeu para deputado federal. O dirigente esteve à frente do time mineiro após o rebaixamento à Série B e teve a gestão marcada pela venda do clube a Ronaldo Fenômeno.
Quem também tentou uma vaga na Câmara dos Deputados foi o ex-goleiro do Atlético, João Leite (PSDB), que fez carreira na política com sete mandatos como deputado estadual na Assembleia Legislativa. João Leite, neste ano, teve 12.771 votos.
Outro exemplo de quem começou no esporte, mas fez carreira na política é Alexandre Kalil (PDT). Eleito e reeleito prefeito de Belo Horizonte, o ex-presidente do Atlético ficou apenas em 5º lugar na disputa pelo Governo de Minas. Kalil recebeu 403 mil votos, mas ficou atrás de Cleitinho (Republicanos), Patrus Ananias (PT), Flávio Roscoe (PL) e Mateus Simões (PSD). Cleitinho venceu no primeiro turno, com 55,4% dos votos válidos.
Outro nome que começou no esporte, iniciou carreira política e ficou de fora neste ano é Maurício do Vôlei (PL). Ele tentou se reeleger à Câmara dos Deputados, mas recebeu 16.122 votos. Em 2022, Maurício foi eleito com 83,3 mil votos.
Único eleito é do Galo
Historicamente identificado com o Atlético, o narrador esportivo Mário Henrique Caixa (PV) foi o único bem sucedido nas urnas mineiras. Candidato ao cargo de deputado estadual, Caixa recebeu 53.501 votos.
Resultado no Brasil
O resultado negativo para os “boleiros” se repetiu em todo o Brasil. Ex-treinador de Cruzeiro e Atlético, Vanderlei Luxemburgo (Podemos) tentou conquistar uma vaga no Senado pelo Tocantins. Ele recebeu 67.987 votos, ficando longe de ocupar uma das duas vagas.
Conhecido pela carreira no Vasco e na Seleção Brasileira, o atacante Edmundo (PSDB) foi candidato ao cargo de deputado federal pelo Rio de Janeiro. Com 35.725 votos, não foi eleito.
Ex-centroavante do São Paulo, Luis Fabiano (MDB) também se candidatou à Câmara dos Deputados. Com 9.613 votos, ele também não foi eleito.
*Estagiário, sob a supervisão de Renato Fonseca