CRIME ORGANIZADO

PCC e Comando Vermelho já atuam em 12 estados dos EUA, diz governo Trump

Administração americana afirma que facções brasileiras ampliaram influência além das fronteiras do país e reforça medidas para combater financiamento dos grupos

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 30/05/2026 às 14:41.Atualizado em 30/05/2026 às 14:43.
Governo dos Estados Unidos afirma ter identificado atuação do PCC e do Comando Vermelho em 12 estados norte-americanos (Reprodução/Instagram)
Governo dos Estados Unidos afirma ter identificado atuação do PCC e do Comando Vermelho em 12 estados norte-americanos (Reprodução/Instagram)

O governo dos Estados Unidos afirmou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) já possuem atuação identificada em 12 estados norte-americanos. A informação foi confirmada neste sábado (30) pela porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Amanda Roberson. Segundo a representante do governo Donald Trump, as duas facções brasileiras foram classificadas como organizações terroristas e são consideradas uma ameaça à segurança nacional do país.

Apesar da confirmação, o governo americano não informou quais são os estados onde a presença dos grupos criminosos foi detectada. De acordo com Roberson, essa divulgação depende das autoridades responsáveis pelas investigações e pelo sistema de Justiça dos Estados Unidos.

A porta-voz afirmou, à CNN, que o PCC e o Comando Vermelho estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil e que suas atividades ultrapassaram as fronteiras nacionais. “Sua influência e suas redes ilícitas se estendem muito além das fronteiras do Brasil, por toda a nossa região e até mesmo ao nosso país”, declarou.

A representante do Departamento de Estado também afirmou que a administração Trump pretende continuar utilizando instrumentos legais e financeiros para combater a atuação das facções. Segundo ela, o objetivo é impedir a circulação de drogas ilícitas e interromper fluxos de recursos que sustentam grupos classificados pelo governo como terroristas.

A classificação das duas organizações foi feita com base em mecanismos legais dos Estados Unidos que permitem enquadrar grupos como Organização Terrorista Estrangeira (FTO, na sigla em inglês) e como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT). A medida amplia o alcance das sanções americanas contra integrantes, apoiadores e financiadores das facções. 

Entre as consequências estão o bloqueio de bens, restrições financeiras e a criminalização de qualquer tipo de apoio material ou econômico aos grupos. A iniciativa integra a estratégia do governo Trump de intensificar o combate a organizações criminosas transnacionais consideradas ameaças à segurança e aos interesses dos Estados Unidos.

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