Acadêmicos de Niterói

Perdeu o desfile sobre Lula? Veja trechos do cortejo que exaltou petista e debochou de Bolsonaro

Escola de samba do Grupo Especial narrou a trajetória do presidente sob olhares de vigilância da justiça eleitoral

Do HOJE EM DIA
portal@hojeemdia.com.br
Publicado em 16/02/2026 às 09:21.Atualizado em 16/02/2026 às 10:16.
 (Reprodução/Redes Sociais)
(Reprodução/Redes Sociais)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi homenageado pela escola de samba Acadêmicos de Niterói, que desfilou na Sapucaí na noite desse domingo (15). O chefe de Estado acompanhou a apresentação ao lado da primeira-dama, Janja, e do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. A homenagem ocorreu em meio a discussões jurídicas sobre a possibilidade de o desfile ser interpretado como propaganda eleitoral extemporânea.

A oposição tentou barrar o desfile na Justiça, alegando propaganda eleitoral antecipada (entenda abaixo). O Partido Novo anunciou que acionará a Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade do presidente.

"O que denunciamos ao TSE está se confirmando ao vivo. Assim que o Lula registrar sua candidatura, o Partido Novo ajuizará uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), requerendo a cassação do registro e sua inelegibilidade. A lei deve ser igual para todos", declarou o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, nas redes sociais.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na disputa presidencial, também criticou o petista e disse que ele usa dinheiro público "para fazer campanha antecipada pra ele mesmo".

"Lula esfola o povo com aumento de impostos e usa esse mesmo dinheiro arrecadado para fazer campanha antecipada pra ele mesmo. Sim, o dinheiro do suor do povo trabalhador brasileiro, que deveria ser devolvido à sociedade em forma de serviços públicos de qualidade, está sendo torrado num desfile de carnaval na cara de todos os brasileiros", declarou no X o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Lula vai disputar o quarto mandato presidencial neste ano.

O desfile

Atual campeã da Série Ouro, a agremiação abriu o Grupo Especial com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”. A escola utilizou a simbologia da árvore mulungu, que floresce em condições severas no semiárido, como metáfora para a resiliência do presidente e do povo nordestino.

O desfile contou com a participação de artistas como Paulo Vieira e Dira Paes, percorrendo desde a infância de Lula até a chegada à presidência.

Também foi mostrado o ex-presidente Michel Temer (MDB) "roubando" a faixa presidencial de Dilma. Depois, Lula é preso, Temer passa a faixa ao palhaço Bozo — personagem famoso dos anos 1980 —, que estaria representando Jair Bolsonaro (PL).

Posteriormente, é visto o retorno de Lula ao Poder e a prisão do palhaço, ao lado do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Foram retratadas ainda alas com exaltações a programas sociais do governo petista. O presidente foi referenciado nos carros alegóricos em vários momentos.

Imbróglio jurídico 

A realização do desfile enfrentou tentativas de impedimento na justiça. Na última quinta-feira (12), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou pedidos dos partidos Novo e Missão. Já no domingo, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região negou um novo recurso apresentado por uma ex-assessora de Flávio Bolsonaro.

Para evitar sanções por propaganda antecipada, o diretório nacional do PT recomendou que militantes evitassem vestimentas com menção direta ao partido ou à reeleição. Após a passagem pelo Rio de Janeiro, o presidente retorna a Brasília, de onde parte na terça-feira (17) para viagens de estado à Coreia do Sul e à Índia.

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por