Plano 'A' de Lula, Pacheco se filia ao PSB e defende 'caminho diferente do atual' para Minas
Senador, no entanto, não cravou se será candidato ao Governo do Estado, como quer o petista: "até a convenção, nós teremos as definições propriamente ditas", disse

Plano "A" do presidente Lula para disputar o Governo de Minas nas eleições de 2026, o senador Rodrigo Pacheco selou a filiação ao PSB nesta quarta-feira (1º), em Brasília, com um discurso de defesa de um “caminho diferente do atual” para o Estado. Participaram do evento o vice-presidente Geraldo Alckmin, o presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, e o presidente estadual do PSB em Minas Gerais, Otacílio Neto. Até então, Pacheco era do PSD.
“Eu quero dizer que o PSB estará participando, por meio da direção do partido, com a minha presença, dessa discussão para encontrarmos para Minas Gerais um caminho diferente do atual, um caminho que seja de progresso, de desenvolvimento, de reconstrução, de valorização de servidores. Da busca do rompimento dessa lógica do sucateamento da máquina pública como existe hoje no estado de Minas Gerais”, afirmou.
O senador ressaltou que o PSB tem a “obrigação” de firmar esse compromisso com os agentes políticos.
Pacheco ainda declarou que as definições eleitorais virão naturalmente na sequência. “Até o momento da convenção, em que nós teremos as definições propriamente ditas em relação a cada uma dessas posições. O PSB não se furtará desse compromisso, juntamente com outros tantos partidos, em Minas Gerais, com tantos grupos políticos em Minas Gerais”, disse.
Segundo o senador, a disputa do PSB por cargos eletivos em Minas deve ser respaldada pela base social e política do partido e de outras legendas com os mesmos ideais.
“Que envolva prefeitos municipais, vereadores, deputados, segmentos sociais, sociedade civil organizada, para que tenhamos uma discussão de conceitos do que se pensa para a reconstrução do estado de Minas Gerais. Muito mais do que um nome, muito mais do que a vontade de alguém, isso evidentemente passa por uma discussão muito ampla porque nós estamos falando de um estado com 853 municípios, com mais de 21 milhões de pessoas, que tem uma dívida de R$ 200 bilhões e onde há tudo por fazer”, destacou.
'Causa de vida'
Pacheco disse ainda que a defesa da democracia passou a ser sua “causa de vida”, sobretudo após o ataque às instituições quando ainda ocupava a Presidência do Senado e do Congresso Nacional.
“Nós ainda não consolidamos plenamente nosso processo democrático. E o negacionismo se apresenta como um risco. O totalitarismo se apresenta como um risco. A ruptura institucional, que descredencia instituições do Poder Judiciário, do Poder Executivo e do Poder Legislativo, ainda se apresenta como um risco. E os democratas desse país precisam se juntar, se agregar para fazer esse enfrentamento. E o melhor enfrentamento é no processo eleitoral para mostrar para a população brasileira que há partidos e pessoas responsáveis nesse país e com compromisso democrático ”.
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