Presidente do Republicanos confirma reunião nesta segunda para definir futuro de Cleitinho em Minas
Encontro seria neste sábado (1º), mas foi adiado; direção estadual do partido tenta reverter decisão sobre candidatura desde quinta-feira (30)

A reunião do Republicanos para definir o futuro da candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao Governo de Minas será realizada nesta segunda-feira (3). A informação foi confirmada ao Hoje em Dia pelo presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira.
A decisão era esperada para sábado (1º), quando Cleitinho deveria se reunir com as direções estadual e nacional da legenda para tratar da candidatura. No entanto, o encontro foi adiado. Ao longo do dia, Marcos Pereira participou da convenção que lançou a candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) ao Governo de São Paulo, na capital paulista.
O presidente estadual do Republicanos, Euclydes Pettersen, está em Divinópolis desde a última quinta-feira (30), onde mantém conversas com Cleitinho na tentativa de encontrar uma saída para o impasse. Ao mesmo tempo, o dirigente articula com Marcos Pereira uma alternativa que permita ao senador manter a intenção de disputar o Governo de Minas.
Relembre o impasse
A divergência entre Cleitinho e o Republicanos veio a público na manhã desta quarta-feira (30), quando o partido divulgou uma nota sinalizando que não lançaria o senador como candidato ao Governo de Minas. O presidente nacional da legenda, Marcos Pereira, chegou a afirmar que o mineiro “perdeu o timing”.
Contrariando a posição do partido, Cleitinho afirmou na noite de sexta-feira (31) que será candidato ao Palácio Tiradentes. Desde então, Euclydes permanece em Divinópolis em conversas com o senador e tenta construir uma saída para a situação junto à direção nacional.
Caso a decisão do Republicanos seja mantida, Cleitinho poderá trocar de partido sem perder a cadeira no Senado, mas não poderá concorrer ao Governo de Minas neste ano por outra legenda. Conforme as regras da Justiça Eleitoral, mesmo ocupantes de cargos majoritários — presidente, governador, prefeito e senador — precisam respeitar o prazo da janela partidária, encerrado em 4 de abril.
*Estagiária sob supervisão de Angel Drumond
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