Reunião entre Cleitinho e presidente do Republicanos termina sem definição e novo encontro é marcado
Reunião entre senador e direção nacional do partido na noite desta quinta-feira (30) terminou sem veredito

O impasse em torno da candidatura do senador Cleitinho (Republicanos) ao governo de Minas Gerais segue em aberto após uma reunião realizada na noite de quinta-feira (30) entre o parlamentar e o presidente nacional da legenda, Marcos Pereira. De acordo com a assessoria de imprensa do senador, as conversas serão retomadas neste sábado (1º) na tentativa de selar o futuro do projeto político da legenda no estado.
A indefinição ganhou força na manhã de quarta-feira (30), quando a direção do Republicanos emitiu uma nota sinalizando que não lançaria o nome de Cleitinho ao Palácio Tiradentes, com declarações de Marcos Pereira indicando que o senador teria perdido o prazo ideal para a consolidação do projeto. No entanto, o parlamentar manteve o posicionamento favorável à disputa e declarou a intenção de compor chapa com o ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Luís Eduardo Falcão, como candidato a vice-governador.
Caso o Republicanos decida não lançar candidatura própria, a legislação eleitoral impede Cleitinho de disputar o governo de Minas por outra agremiação neste pleito. Embora a mudança de partido sem a perda do mandato no Senado seja permitida, o prazo de filiação exigido pela Justiça Eleitoral para a disputa das eleições deste ano terminou em 4 de abril.
Movimentações e atritos na disputa pelo Executivo mineiro
Paralelamente às negociações do Republicanos, o cenário político estadual registrou desdobramentos na gestão do governador e pré-candidato à reeleição, Mateus Simões (PSD). Nesta sexta-feira (31), foi oficializada no Diário Oficial do Estado a exoneração do secretário de Governo, Castellar Guimarães Neto, aliado do ex-secretário Marcelo Aro (PP) e outros servidores da Pasta.
A medida ocorreu após o anúncio da saída do grupo político de Aro da base governista para viabilizar uma candidatura própria ao governo mineiro. A movimentação gerou reações públicas do núcleo aliado. Mateus Simões declarou ter sido surpreendido pela decisão do antigo colaborador.
Já o ex-governador e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), publicou uma mensagem em suas redes sociais com críticas severas a Marcelo Aro, classificando o movimento como quebra de alinhamento político na formação das alianças para a disputa estadual.
Leia também