Sete candidatos ao Governo em Minas entregaram plano de gestão; veja quem ainda falta
Levantamento do HOJE EM DIA mostra situação dos precomputados no TSE a dois dias do fim do prazo de registro

Sete dos nomes colocados na disputa pelo Governo de Minas já registraram planos de governo na Justiça Eleitoral, enquanto outros quatro ainda não têm o documento disponível para consulta. Levantamento feito pelo HOJE EM DIA nesta quinta-feira (13), no sistema de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, mostra que Alexandre Kalil (PDT), Gabriel Azevedo (MDB), Indira Xavier (UP), Mateus Simões (PSD), Patrus Ananias (PT), Rafael Duda (PSTU) e Túlio Lopes (PCB) aparecem cadastrados com as propostas publicadas.
Ben Mendes (Missão) também está cadastrado, mas, até a consulta feita pela reportagem, o plano de governo não estava disponível no sistema. Flávio Roscoe (PL), Henrique Áreas (PCO) e Cleitinho Azevedo, por sua vez, ainda não apareciam entre os registros consultados e também não tinham planos publicados.
Partidos, federações e coligações têm até as 19h deste sábado (15) para encaminhar à Justiça Eleitoral os pedidos de registro das candidaturas e apresentar seus planos de gestão.
O cientista político Camilo Aggio ressalta a distinção entre apresentar um programa e elaborar um projeto de governo detalhado. “Os documentos eleitorais, em geral, funcionam mais como cartas de intenção do que como projetos executivos acompanhados de gastos, metas e cronogramas", explicou
Já a cientista política Luciana Santana destaca que o desafio não termina com a entrega do documento à Justiça Eleitoral. “Muitas vezes os planos de governo acabam ficando muito mais arquivados do que sendo apresentados ao eleitor”, afirma.
O que propõem os planos já apresentados
Alexandre Kalil (PDT) aposta na regionalização das políticas públicas, recuperação da capacidade de investimento do Estado e desenvolvimento econômico de acordo com as vocações de cada região. Já Gabriel Azevedo (MDB) organiza o programa em dez frentes, com destaque para governos regionais, ferrovias, redução das filas na saúde e ampliação da transparência pública.
Indira Xavier (UP) defende maior participação popular e atuação estatal, com reestatização da Copasa, suspensão da mineração para revisão de contratos e estatização da cadeia extrativista, além de reformas urbana e agrária. Mateus Simões (PSD) apresenta diretrizes baseadas em responsabilidade fiscal, eficiência, centralidade da família e incentivo à atividade produtiva, com propostas para saúde, educação, segurança, economia e infraestrutura.
Patrus Ananias (PT) coloca entre os eixos o combate às desigualdades, segurança alimentar, fortalecimento da saúde e educação públicas, agricultura familiar, participação popular e desenvolvimento sustentável. Rafael Duda (PSTU) apresenta um programa socialista, com defesa de conselhos populares, estatização de setores econômicos, fortalecimento dos serviços públicos e reforma agrária.
Túlio Lopes (PCB) também apresenta um programa socialista, baseado em poder popular, planejamento econômico, auditoria da dívida estadual, reforma agrária, fortalecimento dos serviços públicos e reestatização do setor mineral sob controle social.
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Quem ainda não apresentou
Ben Mendes (Missão) aparece cadastrado no DivulgaCandContas, mas o sistema não apresentava um plano de governo disponível na consulta realizada nesta quinta-feira. Procurado pela reportagem, o partido enviou o documento via assessoria de imprensa, mas não estava disponível no sistema. O documento que o HOJE EM DIA teve acesso reúne propostas para saúde, educação, segurança, infraestrutura e mineração, com foco em gestão por metas, responsabilidade fiscal e desenvolvimento econômico.
Flávio Roscoe (PL) e Henrique Áreas (PCO) ainda não apareciam entre os registros consultados pela reportagem e também não tinham planos de governo publicados. As campanhas foram procuradas para informar a previsão de registro e apresentação das propostas, mas não haviam respondido até a publicação da matéria.
Cleitinho Azevedo (Republicanos) também não aparecia cadastrado no sistema consultado e ainda não tinha plano de governo disponível. A reportagem tenta contato com a equipe do senador e aguarda retorno.
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