Simões fará 'o possível' para que Lula não seja reeleito: 'se for, dificuldades tendem a continuar’
Candidato ao Governo de Minas afirma que mantém "diálogo técnico" com a União

O governador de Minas, Mateus Simões (PSD), afirmou que as divergências políticas com o Governo federal devem seguir, caso ele e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sejam escolhidos pela população nas eleições de outubro. O candidato à reeleição disse que mantém boa relação com integrantes da área técnica da União, mas apontou diferenças em temas políticos e ideológicos.
“A minha conversa com a parte técnica do Governo sempre foi boa. Conseguimos a liberação de trechos que a gente precisava estadualizar nas rodovias. (...). Não tenho dificuldade na discussão técnica. A minha dificuldade está na discussão política com o Governo federal. E acho que se o presidente Lula for reeleito, e eu farei o possível para que isso não aconteça, mas, se ele for reeleito, essas dificuldades tendem a continuar”, disse, em entrevista ao Hoje em Dia.
Entre os pontos de maior divergência citados por Simões está a segurança pública. O candidato criticou posições que, segundo ele, dariam ao Governo federal "maior poder" sobre as forças de segurança dos Estados.
“Ele acredita em coisas que eu não acredito. Por exemplo, ele acha que a gente deveria entregar o comando das polícias estaduais ao Governo federal. Por qual motivo? Se o Governo federal não consegue controlar o tráfico de armas nem de drogas que entra no país hoje?”, questionou, referindo-se à PEC da Segurança Pública.
Atual governador do Estado, Simões foi eleito vice-governador em 2022 e assumiu o cargo em março deste ano, com a saída de Romeu Zema (Novo). Com passagem pela Secretaria Geral do Estado, ele é advogado, professor e produtor rural.
* Estagiária, sob supervisão de Renato Fonseca
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