Sob pressão por Cleitinho, Republicanos faz reunião decisiva para definir candidato em Minas
Encontro em São Paulo avalia nome do senador Cleitinho Azevedo e alternativas para chapa própria; direção estadual mantém apoio e irmão faz caminhada de apelo

A cúpula do Republicanos reúne-se nesta sexta-feira (7), em São Paulo, para discutir quem representará o partido na disputa pelo Governo de Minas Gerais nas eleições deste ano. Segundo fontes ligadas à legenda, o encontro abordará a situação do senador Cleitinho Azevedo, que busca viabilizar sua candidatura, além de avaliar outros nomes, como o do deputado estadual Luis Eduardo Falcão e o do ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo, irmão do senador.
A reunião ocorre após semanas de indefinição sobre a estratégia partidária no estado. Embora a executiva nacional já tenha sinalizado preferência por outro projeto político, Cleitinho segue defendendo sua candidatura com o respaldo de aliados locais.
Como forma de apelo, Gleidson Azevedo anunciou nas redes sociais que fará a "Caminhada de Fé e Espiritualidade", um percurso de 40 quilômetros entre Itaúna e Divinópolis. Segundo ele, a mobilização pretende sensibilizar o presidente nacional da sigla, deputado federal Marcos Pereira, para autorizar a candidatura do irmão ao Palácio Tiradentes.
Executiva estadual insiste em candidatura própria
Em nota, o Republicanos confirmou que terá chapa "puro-sangue" na disputa e reiterou a defesa do senador. "O presidente estadual ainda não desistiu do nome do senador Cleitinho, do qual sempre foi o grande incentivador e entusiasta. Estão juntos há mais de 5 anos construindo esse caminho. Vamos insistir no nome do senador até o último instante", informou a legenda.
Recuos e reviravoltas na corrida eleitoral
A indefinição envolve sucessivas idas e vindas de Cleitinho, que liderava pesquisas de intenção de voto no estado. O parlamentar adiou a decisão diversas vezes, faltou à convenção estadual e chegou a desistir do pleito na última segunda-feira (3), ao lado de Marcos Pereira e do presidente estadual da sigla, deputado federal Euclydes Pettersen. Na ocasião, o senador afirmou que priorizaria a família após a morte do irmão, Matheus Azevedo.
No entanto, no dia seguinte, durante a convenção nacional do partido em Brasília, Cleitinho recuou e defendeu publicamente sua permanência no pleito, alegando ter desistido em um momento de fragilidade emocional.
Apesar do pedido, a direção nacional resiste em reabrir as negociações. Em entrevista coletiva, Marcos Pereira classificou a questão como "página virada", destacando que as constantes mundaças de posicionamento do senador motivaram o encerramento das tratativas.
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