Rombo de R$ 10,5 bi

Vice de Cleitinho, Falcão promete enxugar máquina para lidar com déficit ‘parecido com de Pimentel’

Vice-governador eleito citou atração de investimentos, aumento da arrecadação e revisão de prioridades para minimizar impactos do rombo previsto para 2027

Bernardo Haddad
@_bezao
Publicado em 23/10/2026 às 20:01.Atualizado em 23/10/2026 às 20:32.
Falcão comparou o cenário fiscal atual do Estado com o deixado pelo ex-governador Fernando Pimentel (PT) ao deixar o cargo, ao fim de 2018 (Karoline Barreto / Imprensa MG)
Falcão comparou o cenário fiscal atual do Estado com o deixado pelo ex-governador Fernando Pimentel (PT) ao deixar o cargo, ao fim de 2018 (Karoline Barreto / Imprensa MG)

O vice-governador eleito de Minas, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), afirmou que a próxima gestão pretende fazer uma reforma administrativa para enfrentar o déficit orçamentário de R$ 10,5 bilhões previsto para 2027. Ele comparou a situação fiscal do Estado deixada pela gestão de Romeu Zema (Novo) e Mateus Simões (PSD) com o cenário encontrado após o mandato do ex-governador Fernando Pimentel (PT). 

Para lidar com o rombo previsto, Falcão revelou que a próxima gestão pretende atrair investimentos e aumentar a arrecadação na tentativa de evitar que o rombo se concretize. 

“Nós precisamos aumentar a receita do Estado. Como é que se faz isso? Atraindo mais investimentos, enxugando a máquina, mas não necessariamente sufocando, sacrificando serviços”, disse Falcão, sem dar mais detalhes sobre como a reforma será conduzida.

Falcão também disse que pretende procurar o presidente da República eleito logo após o 2° turno das eleições, marcado para domingo (25), para tratar da dívida do Estado com o Governo Federal.  

“A União concentra 65% dos recursos que o povo paga de imposto. Não tem como resolver o problema de Minas, melhorar a situação do Estado, sem dialogar com o governo federal. É verdade que a dívida cresceu nos últimos anos, e também que o déficit previsto para o ano que vem é de R$ 10,5 bi. Isso preocupa, e muito”, afirmou. 

Falcão afirma que Cleitinho irá viabilizar redução do IPVA nos próprios parâmetros

O vice-governador eleito também comentou o projeto de lei, enviado pelo governador Mateus Simões (PSD) à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que permite reduzir em até 75% as alíquotas do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). A redução do tributo provocou reação do futuro governador, Cleitinho Azevedo (Republicanos), que tinha a redução do tributo como uma das bandeiras da campanha.

"Claro que são compromissos que nós fizemos em campanha, mas nós é que desejamos implementá-los no momento em que nós acharmos que o caixa do governo dá essa condição, da forma que nós acharmos e que a população também entender que deve ser feito. Agora, como ele (Simões) próprio disse, é um direito dele também enviar os projetos para a Assembleia, como é um direito da Assembleia aprovar ou não", destacou Falcão.

Transição busca preparar primeiros meses de governo

Coordenador da equipe de transição do governador eleito Cleitinho, Falcão participou nesta sexta-feira (23) da primeira reunião temática com a equipe do atual governador, Mateus Simões. O encontro tratou dos programas, resultados e desafios da Saúde em Minas.

“A eleição passou, não cabe nenhum tipo de acirramento, nenhum tipo de polêmica, não vamos alimentar aqui nenhum tipo de briga, de uma disputa que já não existe mais. Eu tenho certeza que a população que está lá fora, passando no ônibus, no carro, não está interessada em nenhum tipo de briga, e sim que a saúde funcione”, afirmou. 

Falcão informou que pediu que o governo estadual indique um responsável por cada área para centralizar as solicitações de informações da equipe de transição. O vice-governador também defendeu que os dados sejam disponibilizados continuamente, sem que os trabalhos fiquem restritos às reuniões temáticas previstas no cronograma.

Segundo ele, o levantamento das informações servirá para preparar os primeiros 90 a 100 dias da nova administração e avaliar quais políticas devem ser mantidas e quais precisam de mudanças.

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