
A vitória de virada de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) neste domingo (25) ganhou repercussão internacional. O jornal britânico, Financial Times (FT), destacou que o pleito foi acirrado e “dramático”.
“A vitória do esquerdista de 80 anos sobre Flávio Bolsonaro representa um golpe para o objetivo de Trump de aumentar a influência dos EUA na América Latina”, postou o FT.
O americano The New York Times também tratou a disputa deste segundo turno como apertada, além de apontar um rompimento de triunfos da direita na América Latina. O renomado jornal de Manhattan citou os resultados obtidos na Bolívia,Chile, Colômbia, Equador, Peru, Costa Rica, e Honduras.
O alemão Der Spiegel também estampou em sua versão digital a escolha do povo brasileiro pela continuidade de Lula, aos 80 anos, na presidência brasileira.
Na Argentina, o Clarín destacou que Lula deu a volta na eleição, superando Flávio Bolsonaro por mais de três pontos percentuais.
A rede árabe Al Jazeera, do Qatar, noticiou que o presidente Lula superou por pequena margem seu rival, o senador Flávio Bolsonaro, e conquistou um quarto mandato inédito, citando o órgão eleitoral oficial do Brasil.
Horário da votação e resistência contra Trump
O Francês Le Monde, relembrou a prorrogação do horário de votação - saindo de 17h para 19h o prazo final. “Eleições presidenciais brasileiras: Lula vence com 51,76% dos votos contra Flávio Bolsonaro após um dia caótico de votação”, descreveu na manchete.
O horário estendido do pleito e “uma reviravolta que até há poucos dias parecia impossível” também foi destaque do português Público. Segundo o portal, o ato “pode dar argumentos para quem quiser pôr em causa resultados”.
Já o El País, da Espanha, afirmou que a vitória de Lula por mais de quatro milhões de votos, consolida “sua posição como resistência contra Trump”.
Às 22h15, com 99,99% das urnas apuradas, Lula havia recebido 64.249.053 votos (51,78%), enquanto Flávio Bolsonaro teve 59.822.251 (48,22%). Diferente dos últimos anos, o presidente reeleito subirá a rampa do Palácio do Planalto para iniciar o quarto mandato - que irá até 2030 - no dia 5 de janeiro de 2027.
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