Zema reage a fala de Gilmar Mendes e volta a atacar STF nas redes: ‘português esnobe dos intocáveis’
Embate ocorre após ministro ironizar discurso do ex-governador em entrevista exibida na TV nesta quarta (22)

O ex-governador de Minas, Romeu Zema (Novo), voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (23), após ser alvo de críticas do ministro Gilmar Mendes. Em vídeo publicado nas redes sociais, Zema respondeu diretamente ao magistrado e afirmou que utiliza o “linguajar de brasileiro simples”, em contraponto ao que chamou de “português esnobe dos intocáveis de Brasília”.
A reação ocorre depois de Gilmar Mendes ironizar a forma de comunicação do político durante participação no Jornal da Globo, na quarta (22). “Ele fala um dialeto próximo do português, muitas vezes a gente não o entende. Estava imaginando que ele fala uma língua lá do Timor-Leste”, disse o ministro, acrescentando que as declarações deveriam ser analisadas por órgãos como a Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal.
Em resposta, Zema elevou o tom das críticas ao STF. “Sabe por que você não entende o que eu falo, ministro Gilmar Mendes? Porque o linguajar de brasileiro simples, como eu, é diferente do português esnobe dos intocáveis de Brasília”, afirmou. No vídeo, o ex-governador também acusou ministros da Corte de “recorrer ao autoritarismo” e de perder a noção entre o público e o privado.
Escalada de tensão
O novo embate ocorre poucos dias após outra troca de críticas entre Zema e o STF. Na segunda-feira (20), o ministro Gilmar Mendes solicitou que o ex-governador fosse incluído no inquérito das fake news, que tramita no Supremo, após a publicação de um vídeo com fantoches simulando ministros da Corte.
Na ocasião, Zema afirmou que o conteúdo era uma “sátira” e voltou a criticar o tribunal. “Se os ministros acharam que aquilo ali coube uma identificação com eles, parece que a carapuça serviu”, disse.
Investigação no STF
O pedido de inclusão no inquérito foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. A investigação, aberta em 2019, apura a disseminação de notícias falsas, ameaças e ataques contra ministros do STF e o sistema democrático.
Leia também: