94 ANOS

Cacique Raoni é transferido de Mato Grosso para São Paulo

Líder indígena está lúcido e apresentou melhora renal e intestinal

Agência Brasil
Publicado em 19/06/2026 às 15:52.Atualizado em 19/06/2026 às 16:03.
Raoni apresentou melhora das funções intestinais e renais, mantendo-se lúcido, consciente e orientado (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Raoni apresentou melhora das funções intestinais e renais, mantendo-se lúcido, consciente e orientado (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

O Cacique Raoni Metuktire, de 94 anos, foi transferido, às 11h30 desta sexta-feira (19), do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, em Sinop, no norte de Mato Grosso, para o Hospital São Paulo, hospital da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O líder indígena estava internado desde o último dia 14 e dará continuidade ao tratamento na capital paulista.

Raoni apresentou melhora das funções intestinais e renais, mantendo-se lúcido, consciente e orientado. Segundo boletim médico, ele respira espontaneamente, sem necessidade de suporte ventilatório mecânico, e recebe alimentação por meio de nutrição parenteral, que é administrada por via intravenosa.

Segundo os profissionais responsáveis pelo caso, a decisão pela transferência foi tomada após avaliação criteriosa e alinhamento entre as equipes médicas dos dois hospitais.

“O objetivo é assegurar a continuidade da assistência em unidade de referência para o acompanhamento cirúrgico do paciente”, diz o boletim médico.

Raoni viajou em um avião disponibilizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso, com apoio e mobilização de instituições federais e estaduais. Durante todo o trajeto, o cacique foi acompanhado pelo médico Douglas Yanai, integrante da equipe assistencial do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros.

O planejamento da transferência também contou com a participação de Douglas Antônio Rodrigues, médico do Ambulatório de Saúde dos Povos Indígenas da Unifesp e responsável pelo acompanhamento da saúde do Cacique Raoni há décadas.

“No Hospital São Paulo, o acompanhamento será conduzido pelo Dr. Franz Robert Apodaca Torrez, médico cirurgião e professor da Escola Paulista de Medicina da Unifesp, que já vinha monitorando a evolução do caso em articulação com as equipes médicas envolvidas.

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