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‘Canetas emagrecedoras do Paraguai’ vendidas em perfis no Instagram estão na mira da Anvisa

Agência afirma que produtos não podem ser usados “em nenhuma hipótese”

Do HOJE EM DIA*
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Publicado em 21/01/2026 às 13:41.Atualizado em 21/01/2026 às 16:29.
Segundo a agência, esses medicamentos são produzidos por empresas desconhecidas (Reprodução)
Segundo a agência, esses medicamentos são produzidos por empresas desconhecidas (Reprodução)

Os medicamentos à base de tirzepatida Synedica e TG, de todos os lotes, tiveram a comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e uso proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta quarta-feira (21). Os produtos são popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras do Paraguai”.

Segundo a agência, esses medicamentos são produzidos por empresas desconhecidas e são vendidos – em perfis no Instagram – “sem registro, notificação ou cadastro na Anvisa”.

A  Anvisa diz também em seu comunicado que, por serem irregulares e de origem desconhecida, “não há garantia sobre o seu conteúdo ou qualidade”, e que por isso essas canetas emagrecedoras não podem ser usadas “em nenhuma hipótese”.

A resolução sobre a proibição foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta.

Venda de canetas emagrecedoras pela internet

Recentemente, o Hoje em Dia mostrou que o uso de injetáveis indicados para o tratamento da obesidade e do diabetes, popularmente chamados de “canetas emagrecedoras”, cresce em ritmo acelerado e atrai cada vez mais a atenção de estelionatários. Um bando especializado em um esquema de venda dos medicamentos pelas redes sociais, sem controle sanitário ou autorização legal, está na mira da Polícia Civil (PC). 

Um homem chegou a ser preso em flagrante em Belo Horizonte e outro, identificado. Há ainda mulher sob suspeita. Anabolizantes e medicamentos manipulados também eram comercializados pelo grupo. Segundo a PC, as canetas e demais produtos eram obtidos por meio de “compras fraudulentas" em drogarias, incluindo no interior de Minas Gerais - detalhes não foram informados. 

Na sequência, o grupo revendia na internet a preços "significativamente inferiores" aos de mercado, o que atraia consumidores para o comércio ilegal. As investigações da operação Dose Clandestina estão em andamento há mais de seis meses.

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