ESPERA MAIOR

Casos de baixa complexidade sobrecarregam atendimento de urgência em BH

PBH faz alerta a pacientes com sintomas leves, que devem procurar os centros de saúde ou teleconsultas

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 08/09/2026 às 15:47.Atualizado em 08/09/2026 às 16:14.
 (Lucas Prates/ Arquivo Hoje em Dia)
(Lucas Prates/ Arquivo Hoje em Dia)

Sete a cada dez moradores que vão às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Belo Horizonte são pacientes de baixa complexidade, que poderiam ser atendidos nos postos de saúde ou até mesmo pelo serviço de teleconsulta. A procura de pessoas com sintomas leves aumenta o tempo de espera por socorro nas UPAs. Um alerta sobre o cenário enfrentado foi divulgado nesta terça-feira (8) pela Prefeitura.

"As nove UPAs de Belo Horizonte são destinadas a pacientes com quadros classificados como urgência e emergência de média e alta complexidades", informou a Secretaria Municipal de Saúde. 

Segundo a pasta, de janeiro a julho deste ano, as nove UPAs da metrópole prestaram 560 mil atendimentos e 76,2% dos casos foram classificados como "não urgentes". O percentual aumentou em relação a 2025, quando 75% dos 937 mil atendimentos, de janeiro a dezembro, foram de classificação verde no Protocolo de Manchester, ou seja, com quadro considerado "pouco urgente", em que o paciente pode aguardar assistência médica ou ser encaminhado a outra unidade de saúde.

“Os dados mostram que as Unidades de Pronto-Atendimento estão atendendo usuários que poderiam ser assistidos em centros de saúde ou pelas teleconsultas ofertadas pela Prefeitura. Esta procura de pacientes com quadros leves às UPAs acaba refletindo em uma espera maior para o atendimento, pois essas unidades priorizam os pacientes que apresentam quadros mais graves”, disse o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte.

Apesar do alerta da PBH, é importante destacar que os postos de saúde só funcionam de segunda à sexta-feira, durante 12 horas - clique aqui e veja os endereços. Já o serviço de teleconsulta é oferecido de segunda à sexta, das 7h às 20h. 

Quando devo procurar a UPA?

As UPAs funcionam 24 horas e são estruturadas para atendimentos de casos com sintomas graves, como falta de ar intensa; febre alta (acima de 39°C); dor intensa no peito; fraturas e cortes com pouco sangramento; queda com torção e dor intensa (ou suspeita de fratura); crises convulsivas; cólicas renais; e vômito constante. 

Devem procurar o posto de saúde de as pessoas com sintomas leves, como febre branda; que precisam fazer curativos ou pequenas suturas; necessitam de avaliação de pressão arterial ou glicemia; com dores musculares; bronquite, asma e gripes leves; para consultas de rotina; pré-natal; acompanhamento de doenças crônicas (diabetes e hipertensão).

Protocolo de Manchester

As nove UPAs de BH trabalham com o Protocolo de Manchester, método de triagem e classificação de riscos que determina escalas de urgência. Os pacientes são classificados de acordo com a gravidade do quadro clínico. Após a primeira avaliação, o usuário recebe uma pulseira colorida: vermelho, laranja, amarelo, verde ou azul.

O paciente classificado como vermelho é um caso de emergência, que exige atendimento imediato, pois apresenta risco de morte. A classificação laranja indica que o quadro é muito urgente e o paciente precisa ser atendido o mais rápido possível, mas há uma janela de tempo para intervenção. O paciente classificado como amarelo é considerado como caso urgente, que necessita de avaliação mais detalhada, mas tem condições clínicas de aguardar pelo cuidado.

A classificação verde indica pouca urgência, assim como os casos classificados como azul, podendo esses pacientes serem atendidos em centros de saúde ou por teleconsulta.

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