
O Centro Nacional de Vacinas em construção no BH-TEC, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, deve ampliar pesquisas para o desenvolvimento de imunizantes contra dengue, zika, malária, leishmaniose e até tratamentos contra o câncer, além de colocar Minas no eixo nacional da produção científica na área. O projeto foi apresentado nesta segunda-feira (16).
Durante o evento, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou que a nova estrutura consolida Minas como um polo relevante de pesquisa e inovação em saúde. “Essa primeira fase da obra já conta com um laboratório NB3, que é muito importante para manipulação de patógenos e para antecipar possíveis epidemias”, afirmou a ministra.
Segundo ela, o complexo também fortalece a capacidade nacional de transformar pesquisas científicas em produtos e serviços voltados à população.
Minas no eixo da produção de vacinas
Para a reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart Almeida, a iniciativa representa um avanço histórico para o Estado, que passa a ocupar espaço estratégico em uma área tradicionalmente concentrada em outras regiões do país. “Coloca Minas no centro da produção de vacinas nacionais, que historicamente ficava concentrada principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, com o trabalho inestimável da Fiocruz e do Butantan”, afirmou.
Ela ressaltou que o projeto nasce com uma proposta de colaboração ampla entre instituições públicas, universidades e setor produtivo. “A gente espera que esse projeto consolide ainda mais Minas como um polo importante na produção de conhecimento e de tecnologias voltadas à saúde”, disse.
Novas frentes de pesquisa
De acordo com o coordenador do CTVacinas, Ricardo Gazzinelli, o novo centro também permitirá ampliar o desenvolvimento de imunizantes voltados a doenças que ainda representam desafios relevantes para a saúde pública. “Nós já estamos investindo em várias outras vacinas, como vacina para malária, doença de Chagas e leishmaniose, com a expectativa de levar diferentes imunizantes para o SUS e atender a população brasileira”, afirmou.
Segundo ele, a consolidação da infraestrutura científica deve acelerar a transformação de pesquisas em produtos voltados ao sistema público de saúde.
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