Polo científico

Centro de pesquisas em BH mira vacina contra dengue e tratamentos contra o câncer

Projeto liderado pela UFMG foi apresentado nesta segunda (16), no BH-TEC

Ana Luísa Ribeiro
aribeiro@hojeemdia.com.br
Publicado em 16/03/2026 às 13:59.Atualizado em 16/03/2026 às 14:35.
SpiN-TEC já superou duas das três fases dos testes clínicos (CTVacinas/Divulgação)
SpiN-TEC já superou duas das três fases dos testes clínicos (CTVacinas/Divulgação)

O Centro Nacional de Vacinas em construção no BH-TEC, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, deve ampliar pesquisas para o desenvolvimento de imunizantes contra dengue, zika, malária, leishmaniose e até tratamentos contra o câncer, além de colocar Minas no eixo nacional da produção científica na área. O projeto foi apresentado nesta segunda-feira (16).

Durante o evento, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, afirmou que a nova estrutura consolida Minas como um polo relevante de pesquisa e inovação em saúde. “Essa primeira fase da obra já conta com um laboratório NB3, que é muito importante para manipulação de patógenos e para antecipar possíveis epidemias”, afirmou a ministra.

Segundo ela, o complexo também fortalece a capacidade nacional de transformar pesquisas científicas em produtos e serviços voltados à população.

Minas no eixo da produção de vacinas

Para a reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Goulart Almeida, a iniciativa representa um avanço histórico para o Estado, que passa a ocupar espaço estratégico em uma área tradicionalmente concentrada em outras regiões do país. “Coloca Minas no centro da produção de vacinas nacionais, que historicamente ficava concentrada principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, com o trabalho inestimável da Fiocruz e do Butantan”, afirmou.

Ela ressaltou que o projeto nasce com uma proposta de colaboração ampla entre instituições públicas, universidades e setor produtivo. “A gente espera que esse projeto consolide ainda mais Minas como um polo importante na produção de conhecimento e de tecnologias voltadas à saúde”, disse.

Novas frentes de pesquisa

De acordo com o coordenador do CTVacinas, Ricardo Gazzinelli, o novo centro também permitirá ampliar o desenvolvimento de imunizantes voltados a doenças que ainda representam desafios relevantes para a saúde pública. “Nós já estamos investindo em várias outras vacinas, como vacina para malária, doença de Chagas e leishmaniose, com a expectativa de levar diferentes imunizantes para o SUS e atender a população brasileira”, afirmou.

Segundo ele, a consolidação da infraestrutura científica deve acelerar a transformação de pesquisas em produtos voltados ao sistema público de saúde.

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