Com menos da metade dos idosos de BH vacinados contra gripe, prefeitura faz novo alerta à população
Percentual precisa chegar a 90% para atingir a meta definida pelo Ministério da Saúde

Passado um mês e meio desde o início da campanha de vacinação contra a gripe, menos da metade dos idosos recebeu a dose em Belo Horizonte. Ao todo, 220 mil foram imunizados, o que representa uma cobertura vacinal de 43% da faixa etária. No entanto, a meta preconizada pelo Ministério da Saúde é 90%. Diante da baixa cobertura, a Prefeitura reforça o alerta à população com mais de 60 anos.
O grupo está entre os prioritários e pode comparecer em um dos 153 centros de saúde da capital, no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante ou em pontos extras. A vacina é a principal forma de evitar complicações e internações causadas pelos vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B.
A dose também está disponível para outros grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como gestantes e crianças de 6 meses a menores de 6 anos. Dentre esses grupos, a cobertura vacinal também está abaixo da meta: 29% das gestantes e 20% das crianças.
Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identificação com foto e o cartão de vacina. No caso das puérperas, também deve ser apresentada a certidão de nascimento do bebê, o cartão da gestante ou o registro hospitalar do parto.
Situação de emergência
O alerta ocorre em meio à situação de emergência em BH por conta do aumento de casos das doenças respiratórias, decretada pelo município em abril. A medida foi adotada considerando a tendência de aumento dos atendimentos na rede SUS-BH.
Como mostrou o Hoje Em Dia, a busca por atendimento devido a sintomas respiratórios também pressiona a rede particular na capital e em cidades vizinhas. No fim abril, os hospitais da Unimed-BH registraram aumento no número de internações de pacientes com mais de 60 anos. Também houve alta de 11% na procura pelas consultas on-line, em relação aos sete dias anteriores.
A Secretaria Municipal de Saúde diz que monitora diariamente o cenário epidemiológico e assistencial da cidade. A pasta afirma que conta com um plano de enfrentamento das doenças respiratórias, ativado de forma gradual conforme a necessidade, que prevê a abertura de leitos e a ampliação de serviços.
*Com informações da PBH
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