PESQUISA DA UFMG

Completar esquema vacinal contra Covid garante proteção a 99,8% dos idosos que estão em asilos de BH

Pesquisa acompanhou mais de 800 pessoas durante a pandemia e reforça a importância de completar o esquema vacinal em idosos institucionalizados

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 04/08/2026 às 19:38.Atualizado em 04/08/2026 às 19:46.
Pesquisa da UFMG mostrou que doses de reforço da vacina contra a covid garantem resposta imunológica em 99,8% dos idosos institucionalizados de Belo Horizonte (Paulo Pinto/Agência Brasil)
Pesquisa da UFMG mostrou que doses de reforço da vacina contra a covid garantem resposta imunológica em 99,8% dos idosos institucionalizados de Belo Horizonte (Paulo Pinto/Agência Brasil)

Completar o esquema vacinal contra a Covid-19, incluindo as doses de reforço, garante resposta imunológica em 99,8% dos idosos que estão em casas de repouso de Belo Horizonte. O resultado é de uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que acompanhou mais de 800 participantes durante a pandemia e reforça a importância da imunização para um dos grupos mais vulneráveis à doença.

O estudo foi desenvolvido pela médica geriatra e pesquisadora Flávia Lanna, no Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Saúde do Adulto da Faculdade de Medicina da UFMG. A pesquisa analisou moradores e trabalhadores de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) da capital.

Ao todo, foram acompanhados 815 participantes, sendo 654 idosos residentes e 161 profissionais de 28 instituições filantrópicas de BH. A resposta imunológica foi avaliada em três etapas: após o esquema inicial de duas doses, cerca de cinco meses depois e, por fim, após a aplicação das doses de reforço.

Os resultados mostraram que, embora idosos mais frágeis apresentassem níveis menores de anticorpos nas primeiras análises, com redução natural da proteção ao longo do tempo, as doses de reforço elevaram significativamente a resposta imunológica.

Grupo mais vulnerável

Segundo Flávia Lanna, idosos institucionalizados representam um dos grupos de maior risco para complicações da Covid-19 devido à convivência coletiva, ao envelhecimento, às comorbidades e à fragilidade clínica.

Durante o acompanhamento, foram registrados 108 óbitos, dos quais 12 tiveram relação com a Covid-19. Conforme o estudo, os demais ocorreram por diferentes causas, principalmente associadas ao avanço da idade e às condições de saúde dos residentes.

A pesquisadora atribui esse resultado ao conjunto de medidas adotadas durante a pandemia. Entre elas estavam o monitoramento diário dos moradores, um chatbot desenvolvido pelo Centro de Telessaúde do Hospital das Clínicas da UFMG para identificar sintomas rapidamente e estratégias de isolamento para reduzir a transmissão do vírus nas instituições.

Além do acompanhamento clínico, pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) desenvolveram testes laboratoriais que permitiram medir a produção de anticorpos ao longo da pesquisa.

Os resultados reforçam a recomendação atual de aplicação anual da vacina contra a covid-19 em idosos institucionalizados e indicam que, mesmo entre pessoas com maior vulnerabilidade, a vacinação permanece eficaz na prevenção de formas graves da doença.

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