SAÚDE

Doenças respiratórias: tome vacina, não ignore sintomas e evite remédio sem indicação, alerta médico

Especialista reforça importância de cuidados para evitar agravamento do quadro

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 23/06/2026 às 15:16.Atualizado em 23/06/2026 às 17:14.
Belo Horizonte está entre as 11 capitais do país que apresentam crescimento dos casos de SRAG nas últimas seis semanas (Reprodução)
Belo Horizonte está entre as 11 capitais do país que apresentam crescimento dos casos de SRAG nas últimas seis semanas (Reprodução)

A chegada de temperaturas mais baixas é acompanhada pelo aumento na circulação de vírus respiratórios em diversas regiões do país. Dados mais recentes do Boletim InfoGripe da Fiocruz apontam avanço das doenças respiratórias graves no Brasil, impulsionado principalmente pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) entre crianças e pelas influenzas A e B entre jovens, adultos e idosos.

Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por 51,4% dos casos positivos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), consolidando-se como o principal responsável pelas internações relacionadas a doenças respiratórias no país. 

Segundo o epidemiologista do Hermes Pardini, José Geraldo Leite Ribeiro, o cenário de 2026 é marcado pela circulação simultânea de diferentes vírus respiratórios. “Não estamos diante de um único vírus, mas de uma combinação de influenza, VSR e rinovírus circulando simultaneamente. Por isso, a vacinação, a atenção aos sintomas de gravidade e os cuidados preventivos continuam sendo fundamentais, especialmente para crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas”, afirma.

Casos em Minas

Em Minas, o cenário também inspira atenção. Segundo o InfoGripe, o estado está entre os 14 do país classificados em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento nas últimas seis semanas. As hospitalizações por Influenza A permanecem em patamar elevado, embora já apresentem sinais de desaceleração em relação às semanas anteriores, enquanto os casos graves associados à Influenza B seguem em crescimento.

Belo Horizonte está entre as 11 capitais do país que apresentam crescimento dos casos de SRAG nas últimas seis semanas. O aumento recente dos casos graves na cidade se concentra, principalmente, na população de 15 a 49 anos, diferentemente de outras capitais onde o crescimento ocorre entre crianças pequenas.

Sintomas exigem atenção

Embora muitas infecções respiratórias apresentem sintomas semelhantes aos de um resfriado comum, sinais como febre persistente, dificuldade para respirar, cansaço intenso e piora progressiva do estado geral merecem avaliação médica.

“O principal erro continua sendo negligenciar a prevenção. A vacinação é a medida mais eficaz para reduzir o risco de formas graves da doença. Além disso, quando há febre alta, falta de ar ou agravamento dos sintomas, é importante procurar assistência médica”, alerta o especialista.

Medidas simples também continuam sendo importantes para reduzir a transmissão dos vírus respiratórios, como manter os ambientes ventilados, higienizar frequentemente as mãos e utilizar máscara quando houver sintomas respiratórios.

“O uso da máscara por pessoas gripadas ou resfriadas segue sendo uma medida importante para proteger familiares, colegas de trabalho e indivíduos mais vulneráveis”, destaca o Dr. José Geraldo Leite Ribeiro.

Uso inadequado de antibióticos

Outro ponto de atenção é o uso inadequado de antibióticos. Como a maioria dessas infecções é causada por vírus, esses medicamentos não alteram a evolução da doença e só devem ser utilizados sob orientação médica quando houver confirmação ou suspeita de infecção bacteriana associada.

A recomendação do especialista é manter a vacinação em dia, reforçar a hidratação, evitar ambientes fechados e procurar avaliação médica diante de sintomas persistentes ou sinais de agravamento.

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