Em BH, Padilha acompanha vistoria de viaturas para reforçar atendimento do SUS em Minas
Ministro da Saúde afirma que 137 veículos serão destinados a municípios mineiros; durante agenda, quatro ambulâncias de suporte avançado foram entregues ao SAMU da capital

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esteve em Belo Horizonte na manhã deste sábado (26) para acompanhar a vistoria de veículos que serão incorporados à estrutura de atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais. A agenda foi realizada no Centro de Transporte Operacional dos Correios, no bairro Dona Clara, na Pampulha.
Segundo o ministro, as 137 novas viaturas serão destinadas a 49 municípios mineiros, incluindo ambulâncias, unidades odontológicas móveis e veículos que serão utilizados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). “Isso é uma renovação muito importante para a frota, vai garantir um atendimento mais rápido, com mais equipamentos”, afirma Padilha.
Segundo o ministro, parte dos veículos ficará diretamente nos municípios. Entre eles estão unidades odontológicas móveis, que poderão ser levadas para áreas rurais e distritos para oferecer atendimento odontológico, inclusive com equipamentos de raio-X. Também serão entregues ambulâncias para o transporte de pacientes que precisam realizar tratamentos como hemodiálise e radioterapia ou passar por procedimentos cirúrgicos.
Durante a visita, o ministro entregou quatro ambulâncias de suporte avançado ao prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União). Os veículos são destinados ao atendimento de pacientes em estado grave e contam com equipamentos como ventilador pulmonar, monitor cardioversor, desfibrilador, oxímetro e bomba de infusão de seringas.
Conforme a administração municipal, os veículos passam a integrar a frota do Samu-BH e vão substituir unidades antigas. “No ano passado, recebemos sete novas ambulâncias e, agora, são mais quatro. São 11 novos veículos que representam mais estrutura para o atendimento de urgência e emergência e mais cuidado com a saúde da população”, afirmou Damião.
Impacto das apostas na saúde
Ainda durante a agenda na capital, Padilha falou sobre os impactos das apostas na saúde e defendeu que a proteção à vida seja prioridade nas decisões relacionadas às bets. Segundo ele, 1,5 milhão de brasileiros já haviam procurado a plataforma de autoexclusão. “Entre essas pessoas, 51% declararam que o problema está relacionado com a saúde”, apontou o ministro.
Padilha também afirmou que mais de 100 mil brasileiros acessaram um serviço de teleatendimento disponibilizado pelo governo para buscar atendimento com psicólogos e psiquiatras ou realizar um autoteste relacionado ao comportamento de apostas. O ministro ressaltou ainda que o problema também produz impactos sobre familiares, como conflitos domésticos e comprometimento do orçamento.
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