Avicultura

Entenda a doença de Newcastle, que teve foco confirmado pela Agricultura em Santa Catarina

Medidas de controle, contenção e erradicação serão executadas

Do HOJE EM DIA*
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Publicado em 19/10/2026 às 19:59.Atualizado em 19/10/2026 às 20:11.
A doença de Newcastle afeta aves domésticas e silvestres e é causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) (José Cruz/Agência Brasil)
A doença de Newcastle afeta aves domésticas e silvestres e é causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) (José Cruz/Agência Brasil)

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou o registro de um foco da doença de Newcastle em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina.

O ministério informou que o estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, com a suspensão da movimentação de aves. Além disso, a pasta esclareceu que medidas de controle, contenção e erradicação do foco serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle.

Doença de Newcastle

Segundo a Embrapa, a doença é uma enfermidade viral altamente contagiosa e frequentemente grave, registrada em todo o mundo, que afeta mais de 200 espécies de aves. Os sintomas são respiração ofegante, asas caídas, pernas distendidas, torção de cabeça e pescoço, falta de apetite e diarreia esverdeada.

Caso encontre aves mortas ou com dificuldade de locomoção, problemas de coordenação motora e/ou torção de pescoço e/ou dificuldades respiratórias, mantenha distância, não mexa nos animais e chame o Serviço Veterinário Oficial local ou entre em contato com a secretaria de agricultura do seu município.

A doença de Newcastle afeta aves domésticas e silvestres e é causada por vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), conforme os critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Em Santa Catarina, a ocorrência foi identificada durante investigação epidemiológica conduzida pelo Serviço Veterinário Oficial e confirmada por análise realizada no Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo (LFDA-SP). 

O laboratório é reconhecido pela OMSA como de referência internacional para o diagnóstico da doença.

“O Mapa ressalta que, apesar da necessidade de adoção de medidas sanitárias para controlar a ocorrência, o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção oficial permanece seguro, sem contraindicações”, disse o ministério.

O governo informou que notificou a OMSA e aos parceiros comerciais do Brasil, em cumprimento aos compromissos internacionais de transparência sanitária. 

O secretário-substituto de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Rafael Requião, disse que não recebeu qualquer informação sobre a suspensão das exportações brasileiras por conta do foco da doença.

"Ainda não temos nada objetivo a informar [sobre suspensão de exportações]", afirmou.

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