
Belo Horizonte é uma das capitais em situação de "risco" para a incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), conforme aponta o boletim Infogripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Na metrópole mineira e em outras 10 capitais, a tendência é de crescimento dos casos nos próximos dias, considerando o que foi observado nas últimas semanas. O cenário reforça a importância da vacinação contra a gripe.
No restante do país, a Fiocruz informa que 17 estados - incluindo Minas - permanecem em situação de "alerta", "risco" ou "alto risco" para a ocorrência das síndromes. Conforme a Fiocruz, as situações mais preocupantes se encontram no Mato Grosso e no Maranhão.
A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) ocorre quando pessoas com sintomas gripais como febre, coriza e tosse têm piora no quadro, e passam a sentir dificuldade para respirar, precisando de hospitalização.
Geralmente, o gatilho para o problema é uma infecção por vírus, mas nem sempre o agente causador é confirmado por exames. Das principais infecções causadoras de SRAG, três podem ser prevenidas por vacinas disponíveis no SUS: Influenza A, Influenza B e Covid-19.
Dia D da vacinação no próximo sábado
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza está em vigor em todo o Brasil, com prioridade para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos e gestantes, que são mais suscetíveis a desenvolver quadros graves. Em BH, o Dia D ocorre neste sábado (11).
A vacina contra a covid-19 deve ser tomada por todos os bebês, aos 6 meses de idade, e reforços periódicos são recomendados para idosos, gestantes, pessoas com deficiência e comorbidade ou imunosuprimidas e outros grupos vulneráveis.
No ano passado, o Ministério da Saúde passou a oferecer também a vacina contra o vírus sincicial respiratório para grávidas, com o objetivo de proteger os bebês pequenos, principais alvos do vírus, que causa a bronquiolite.
Fique em casa ou use máscara
A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, ressalta que a vacina é a principal forma de proteção contra casos graves e óbitos.
Portanto, recomenda, que é fundamental que a população de maior risco e também os grupos mais expostos, como profissionais de saúde, vacinem-se o quanto antes.
"Também recomendamos que pessoas com sintomas de gripe ou resfriado permaneçam em casa em isolamento. Caso isso não seja possível, o ideal é sair usando uma boa máscara", destaca Tatiana Portella.
Este ano, já foram notificados 31.768 casos de SRAG no Brasil, e cerca de 13 mil tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório: 42,9% de rinovírus, 24,5% de influenza A, 15,3% de vírus sincicial respiratório, 11,1% de covid-19 e 1,5% de influenza B. O país também registrou 1.621 mortes por SRAG este ano.
O que diz a PBH?
Por meio de nota, Secretaria Municipal de Saúde informou que monitora diariamente o cenário epidemiológico em Belo Horizonte. Conforme a pasta, o aumento de casos de doenças respiratórias já era esperado para o período de sazonalidade, entre março e junho.
"O município conta com um plano de enfrentamento que tem como objetivo ofertar assistência oportuna, segura e de qualidade, a fim de evitar o agravamento dos casos e óbitos. O plano é ativado de forma gradual, conforme a necessidade, e prevê a abertura de leitos e a ampliação de serviços".
Como medida preventiva, a Secretaria Municipal de Saúde antecipou a Campanha de Vacinação contra a Gripe. A vacina está disponível para todos os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde.
* Com informações da Agência Brasil