CIÊNCIA

Fiocruz vai iniciar testes da primeira vacina RNAm contra Covid-19

Serão incluídos 90 participantes saudáveis entre 18 e 59 anos de idade

Do HOJE EM DIA*
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Publicado em 02/09/2026 às 19:00.
 (Bernardo Portella/Fiocruz)
(Bernardo Portella/Fiocruz)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a iniciar os estudos clínicos da vacina de RNA mensageiro (RNAm) contra a Covid-19. A vacina é a primeira produzida com esta tecnologia no país. 

O imunizante foi totalmente desenvolvido na plataforma RNAm da Fiocruz. O estudo de Fase 1 tem o objetivo de avaliar a segurança e a imunogenicidade do reforço vacinal com a vacina COVID19 (RNAm) da Biomanguinhos/Fiocruz em participantes adultos sadios. 

A vacina do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos passou pelo estágio pré-clínico, que mostrou eficácia na proteção contra a doença. Também foram realizados estudos toxicológicos e de escalonamento.

Recrutamento deve começar no 1º trimestre de 2027 

O recrutamento dos participantes para a Fase 1 do estudo clínico está previsto para começar no primeiro trimestre de 2027. 

Serão incluídos no estudo 90 participantes saudáveis entre 18 e 59 anos. As pessoas serão recrutadas nos centros Unidade de Ensaios Clínicos para Imunobiológicos e Policlínica Lincoln de Freitas Filho, no Rio de Janeiro (RJ). 

O período de inclusão desse grupo no estudo deverá ser de seis meses. Após a inclusão, cada participante será acompanhado por mais seis meses. 

Na primeira fase, são testadas a segurança e a imunogenicidade do reforço da vacina. O estudo clínico vai avaliar o uso do imunizante como dose de reforço, como consta atualmente no calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). 

RNA

O RNA pode funcionar como uma espécie de instrução para que as células produzam determinadas proteínas ou desencadeiem respostas capazes de combater doenças. A tecnologia ganhou notoriedade mundial durante a pandemia de Covid-19, com as vacinas de RNA mensageiro desenvolvidas por empresas como Pfizer e Moderna. 

* Com informações da Agência Brasil

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