
Para muitas pessoas, as abelhas são insetos perigosos, que picam e num grande ataque podem até matar. A discussão sobre o animal voltou à tona nesta semana, após uma estudante de 12 anos ser atacada pelos insetos na porta de uma escola. Em casos como esse, o que deve ser feito?
De acordo com o Corpo de Bombeiros, quando a pessoa encontra um enxame de abelhas, ela deve manter a calma e se afastar sem movimentos bruscos.
Se as abelhas estiverem se aproximando, proteja o rosto e o pescoço e não tente espantá-las com as mãos. No caso de um ataque, o mais indicado é correr em uma linha reta e buscar abrigo em um local fechado, seja uma casa ou um carro.
Caso seja picado, jamais tente retirar o ferrão com os dedos ou uma pinça. Isso injeta ainda mais veneno no corpo.
Sabia que existem abelhas sem ferrão?
Muita gente não sabe, mas há várias espécies brasileiras - como as uruçus-amarelas - que produzem mel e têm um ferrãozinho bem atrofiado, sendo conhecidas popularmente como “abelhas sem ferrão”, e por isso não ferroam ou picam.
Segundo a bióloga Maria Augusta Lima Siqueira, PhD em Entomologia, todas as abelhas são importantíssimas devido à polinização de plantas que produzem alimentos – o que faz com que 70% da nossa comida dependa em algum grau desses insetos.
Professora titular da Universidade Federal de Viçosa (UFV), a especialista diz a maioria das “abelhas sem ferrão” é inofensiva, o que não significa que não saibam se defender. Caso se sintam ameaçadas, podem se enroscar no cabelo da pessoa, entrar no nariz, mordiscar a pele e até irem em direção aos olhos.
Já as abelhas perigosas pra valer são as melíferas, introduzidas no Brasil no século XX: têm ferrão, são as comumente usadas para produção de mel e podem causar sérios acidentes. Aquelas riscadinhas de amarelo e preto que vemos por aí.