
O Hospital Governador Israel Pinheiro (HGIP), unidade própria do Ipsemg em Belo Horizonte, iniciou nesta sexta-feira (20) a reabertura da Ala B, que estava fechada para reforma, e anunciou a ampliação da capacidade de atendimento. Nesta primeira etapa, 24 novos leitos foram entregues. Até 1º de junho, a previsão é que a unidade de saúde passe a operar com 460 leitos - quase 200 a mais do que há dois anos -, além de projetar 250 mil atendimentos adicionais por ano e 500 cirurgias a mais por mês.
A reabertura ocorre no ano em que o hospital completa 55 anos e marca a retomada da capacidade plena após longo período de interdições parciais. Segundo a direção, desde 2010 o HGIP não funcionava integralmente, com alas fechadas para reforma e obras interrompidas.
Atualmente, com a reativação gradual da Ala B, o hospital amplia a estrutura destinada à Clínica Médica/Nefrologia e à Cirurgia da Mulher. Ao fim das obras, a ala permitirá a reativação de 72 leitos, dentro de um investimento total de R$ 67 milhões, com conclusão prevista para junho.
O que muda na prática
De acordo com o diretor de Saúde do Ipsemg, Felipe Fagioli, a ampliação representa um salto significativo na assistência aos beneficiários. “Ao final da entrega da ala B, prevista para 1º de junho, o hospital estará operando com 460 leitos. Dois anos atrás, estávamos trabalhando com uma realidade de 260 leitos”, disse.
A expectativa é de:
- 250 mil atendimentos adicionais por ano, entre consultas, exames e procedimentos;
- 500 cirurgias a mais por mês, impulsionadas pela contratação de 12 novos anestesistas;
Além disso, desde 12 de janeiro o laboratório do hospital voltou a atender pacientes não internados e externos, permitindo que beneficiários realizem exames no próprio HGIP. O serviço não era realizado desde 2019.
Reforço de profissionais
Para sustentar a expansão, o Ipsemg anunciou:
- Nomeação de 201 profissionais aprovados em concurso;
- Autorização para convocação de 175 novos profissionais, em processo de admissão;
- Contratação de mais de 400 profissionais desde maio de 2025, após mudança na política de remuneração.
Segundo a direção, anteriormente o hospital chegou a ter até 105 leitos fechados por falta de profissionais. Atualmente, não há leitos bloqueados por ausência de equipe. O instituto também informou que houve mais de 300 novas contratações na rede credenciada, entre clínicas, laboratórios e hospitais.