Projeto piloto

Minas inicia vacinação contra chikungunya para pessoas de 18 a 59 anos em 4 cidades

Sabará é o primeiro município a iniciar a imunização; estratégia deve orientar futura incorporação da dose ao SUS

Do HOJE EM DIA
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Publicado em 23/02/2026 às 14:13.Atualizado em 23/02/2026 às 14:46.

Minas iniciou nesta segunda-feira (23) o projeto piloto de vacinação contra a chikungunya para pessoas de 18 a 59 anos. Sabará, na Grande BH, é o primeiro município a aplicar o imunizante, que também será disponibilizado ao longo da semana em Santa Luzia, também na região metropolitana, e Congonhas e Sete Lagoas, na região Central. 

A ação faz parte de um estudo que deve subsidiar a futura incorporação da dose ao Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, os quatro municípios foram escolhidos pelo Governo Federal para participar da estratégia.

Vacina já aprovada no exterior

O imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2025 e já é utilizado na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá. No Brasil, a proposta é avaliar o impacto da vacinação em larga escala nesses municípios. “Essa é uma vacina ainda muito cara para ser incorporada no SUS. Então, o Butantan traz essa pesquisa para que incorpore uma tecnologia mais barata, com a cara do Brasil”, explicou o secretário.

Segundo Baccheretti, os dados coletados nas quatro cidades serão acompanhados pela Fiocruz Minas e pela vigilância epidemiológica estadual. “A expectativa é que a gente consiga, a partir dos dados coletados dessa vacinação, dar subsídio às futuras tomadas de decisão da vacinação em larga escala de toda a população”, explicou.

Quem pode se vacinar

Por se tratar de imunizante com vírus atenuado, há contraindicações. “Isso significa que pessoas imunossuprimidas, com várias doenças crônicas, não poderão ser vacinadas, mas a grande maioria poderá ser vacinada”, acrescenta o secretário.

Também não devem receber a dose pessoas que tiveram chikungunya nos últimos 30 dias ou que apresentem febre alta. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, todos os postos dos municípios participantes foram capacitados para realizar a avaliação individual antes da aplicação.

Por que essas cidades?

De acordo com Baccheretti, os municípios foram escolhidos por critérios técnicos para facilitar o monitoramento. “Primeiro, circulação do vírus nos últimos anos. (...) O tamanho do município também é importante, no acompanhamento e no número de doses de vacina e também a proximidade com Belo Horizonte para que a gente consiga fazer o acompanhamento mais de perto”, contou.

Cenário da doença

Segundo o secretário, o cenário atual da chikungunya em Minas não é considerado preocupante, mas exige atenção, especialmente no período chuvoso. “Hoje se concentra muito no Triângulo Mineiro, na região de Uberlândia, assim como no ano passado. Mas a chikungunya pode aumentar nos próximos dias, estamos na época de aumento de casos das arboviroses”, alertou.

Ele reforçou que o combate ao mosquito transmissor segue como principal medida de prevenção. “Mais de 80% dos focos do mosquito estão nas nossas casas e o controle de dengue, controle de chikungunya é o mesmo, controlar o vetor.” Minas está no segundo ano de uso de drones para identificação de focos do Aedes aegypti, estratégia que, segundo o governo, tem apresentado resultados positivos.

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