
Foi iniciado neste sábado (28) um programa que amplia a realização de cirurgias eletivas em Minas. Nesta primeira ação, está prevista a realização de um mutirão com mais de cem procedimentos, realizados simultaneamente em oito hospitais na capital, na região metropolitana e no interior. As próximas edições estão previstas para o último sábado de cada mês, chegando a mais de mil procedimentos somente em 2026.
Essa primeira mobilização inclui procedimentos ortopédicos, ginecológicos, urológicos, dermatológicos, plásticos, gerais e oncológicos, distribuídos conforme a especialidade de cada unidade da rede.
Participam da força-tarefa os hospitais Alberto Cavalcanti, Júlia Kubitschek, Eduardo de Menezes e Maternidade Odete Valadares, em BH, o Hospital Cristiano Machado, em Sabará, os hospitais regionais Antônio Dias, em Patos de Minas, João Penido, em Juiz de Fora, e o Complexo Hospitalar de Barbacena.
Segundo o Governo de Minas, a iniciativa foi criada para ajudar a reduzir a fila e diminuir o tempo de espera dos pacientes, ampliando o acesso da população a procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Serão utilizadas as estruturas já existentes nos hospitais da rede Fhemig. O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, disse que o projeto visa aproveitar os leitos que se esvaziam no fim de semana.
"Estamos falando de retirada de úteros de mulheres que sangram há muito tempo, homens que não estão conseguindo urinar porque a próstata está obstruindo a saída. O papel da Fhemig é aproveitar que temos grandes hospitais para atender toda a região", afirmou.
De acordo com a Fhemig, o programa respeita a vocação assistencial de cada unidade, considerando a disponibilidade de equipes, tecnologia, equipamentos e insumos. O objetivo é ampliar a oferta de cirurgias eletivas, mantendo o funcionamento regular dos hospitais e o atendimento de média e alta complexidade.
O lavrador José da Luz Gonçalves veio de Itambé do Mato Dentro para a capital fazer a retirada de tumores no rosto. Ele esperava o procedimento há um ano. "Estou tranquilo para fazer a cirurgia, é algo que tem me incomodado. Então, é um alívio poder resolver isso hoje", disse.
Leia também: