Projeto de pesquisa quer desenvolver IA capaz de prever hemorragia pós-parto em BH
Iniciativa busca ampliar segurança materna com modelos capazes de identificar precocemente riscos de complicações

Um projeto de pesquisa conduzido na Maternidade Odete Valadares (MOV), na região Oeste de Belo Horizonte, busca aplicar o uso de inteligência artificial (IA) na prevenção da hemorragia puerperal, uma das principais causas de morte materna no mundo. A iniciativa pretende desenvolver modelos capazes de prever, de forma precoce, o risco de hemorragia após o parto.
Segundo a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), responsável pelo projeto em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o objetivo é que a ferramenta auxilie as equipes médicas no momento da admissão das pacientes.
De acordo com a ginecologista e obstetra da MOV Flávia Ribeiro, uma das pesquisadoras envolvidas, os dados já estão em fase de coleta e análise. A especialista destaca que um dos diferenciais do estudo é a integração de grandes bases de dados clínicos.
“As informações da MOV serão analisadas em conjunto com os dados da maternidade do Hospital das Clínicas da UFMG. Essa ampliação do volume permitirá análises mais robustas e precisas, identificando fatores de risco que muitas vezes não são perceptíveis em métodos estatísticos tradicionais”, afirma.
Ainda conforme a médica, os algoritmos serão testados em um ambiente hospitalar diferente daquele em que foram desenvolvidos. “Isso aumenta a confiabilidade científica dos resultados e amplia o potencial de aplicação em outros contextos assistenciais”, ressalta.
A coordenadora do Centro de Informática em Saúde da Faculdade de Medicina da UFMG, Zilma Reis, afirma que os resultados podem abrir caminho para novas parcerias e fortalecer iniciativas de inovação na área da saúde em Minas Gerais.
“A cooperação entre a universidade e a Fhemig abre portas para o uso de ferramentas cada vez mais avançadas em ambientes hospitalares e contribui para a formação de profissionais preparados para o uso ético e responsável da IA”, conclui a pesquisadora.
*Com informações da Agência Minas
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