Secretário de Saúde sobre patinetes: 'me preocupo muito. O HPS atendeu vários casos de acidentados'
Chefe da pasta informou que o HPS João XXIII, referência em traumas no estado, já registra atendimentos de pessoas acidentadas por esse tipo de transporte

O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, manifestou preocupação com a segurança e os impactos na rede pública devido à circulação de patinetes elétricas em Belo Horizonte. Nesta quarta-feira (1), o médico destacou que o Hospital de Pronto Socorro (HPS) João XXIII, referência em traumas, já registra atendimentos de pessoas acidentadas - o número exato não foi informado.
"Eu como médico e secretário de Saúde me preocupo muito. Patinetes muitas vezes têm um olhar de diversão ou de distração, mas nós estamos falando (da circulação) em calçadas esburacadas e irregulares. O HPS João XXIII já atendeu não apenas um, mas vários casos de pessoas acidentadas e machucadas por patinete. Acontece o tempo todo", afirmou.
Atualmente, 1,5 mil dispositivos compartilhados estão disponíveis em BH. O uso do capacete não é obrigatório. Segundo Baccheretti, é preciso garantir melhorias estruturais e educação no trânsito.
"Conheço casos de pessoas que se acidentaram com sangramento na cabeça porque bateram a cabeça andando de patinete. Entendo que o patinete pode ser uma estrutura interessante de acesso à população e diminuição de carros na rua como um todo, mas temos que estar preparados para isso. Não podemos mudar a ordem natural das coisas”, acrescenta o secretário.
Usuário de patinete é ‘atropelado’ por moto em BH
Um jovem de 23 anos foi atingido por uma moto enquanto andava de patinete elétrica no Centro de Belo Horizonte na última segunda-feira (30). Ele avançou o sinal vermelho no cruzamento da rua Goitacazes com a avenida Olegário Maciel, próximo ao Mercado Novo, antes de ser "atropelado". Segundo a prefeitura da capital, foi o primeiro acidente envolvendo os equipamentos.
Flagrantes de desrespeito nas ruas de BH
Conforme o Hoje em Dia mostrou, abusos têm sido frequentes. Flagrantes mostram usuários empinando as patinetes, rodando na contramão, levando passageiro e carregando sacola no guidão. Além disso, os equipamentos têm sido largados em praças, ciclovias, esquinas, barrancos e até viadutos.
Nas calçadas de BH, há flagrantes de patinetes deixadas sobre bueiros, tampas da rede subterrânea de serviços e piso tátil, essencial para a orientação e segurança de pessoas com deficiência visual. As armadilhas capazes de prejudicar a mobilidade urbana e a acessibilidade despertam queixas de pedestres e motoristas da capital.
Segundo a JET Patinetes Elétricos, empresa responsável pelo serviço na cidade, "condutas inadequadas, incluindo estacionamento irregular, podem resultar em advertências e bloqueio permanente de conta”.
A companhia reforçou ainda que o uso é individual e permitido apenas para pessoas com 18 anos ou mais, sendo proibido conduzir sob efeito de álcool ou outras substâncias, devendo sempre respeitar regras de trânsito, sinalizações e pedestres.
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