DICA DE SAÚDE

Tempo seco e calor em BH podem provocar sangramento nasal; veja quando procurar médico

Crianças entre 2 e 10 anos estão entre as mais propensas ao problema, devido à mucosa nasal ser mais fina

Do HOJE EM DIA*
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Publicado em 28/09/2026 às 15:42.Atualizado em 28/09/2026 às 20:34.
Além do clima seco, assoar o nariz com força, traumas locais, uso prolongado de descongestionantes nasais em spray e alterações de pressão atmosférica podem favorecer o sangramento nasal (Pavel Danilyuk/Pexels)
Além do clima seco, assoar o nariz com força, traumas locais, uso prolongado de descongestionantes nasais em spray e alterações de pressão atmosférica podem favorecer o sangramento nasal (Pavel Danilyuk/Pexels)

Com a tendência de altas temperaturas e tempo seco em Belo Horizonte, a população deve se atentar a uma questão de saúde recorrente na temporada de calorão: os sangramentos pelo nariz. Na maioria das vezes, o quadro não representa um problema grave, mas episódios frequentes, muito intensos ou que não cessam após alguns minutos podem precisar de avaliação médica. 

O quadro, chamado de epistaxe, costuma estar relacionado a situações como ressecamento da mucosa nasal, resfriados, rinite, sinusite ou pequenos traumas. Além do clima seco, assoar o nariz com força, traumas locais, uso prolongado de descongestionantes nasais em spray e alterações de pressão atmosférica podem favorecer o sangramento nasal.

Crianças entre 2 e 10 anos estão entre as mais propensas ao problema, devido à mucosa nasal ser mais fina e sensível durante essa faixa etária. Além disso, o hábito de colocar o dedo no nariz, comum entre os pequenos, pode provocar pequenas lesões e romper vasos sanguíneos. Idosos também apresentam maior risco, tanto pela maior fragilidade dos vasos quanto pelo uso frequente de medicamentos como anticoagulantes e anti-inflamatórios. 

O que fazer na hora?

Na maioria dos casos, o sangramento é isolado e para espontaneamente. Durante o episódio, a recomendação é sentar-se e inclinar levemente a cabeça para a frente. Em seguida, deve-se comprimir a parte mole do nariz com os dedos, como uma pinça, por cerca de 3 a 5 minutos.

 “Colocar pedaços de algodão nas narinas também é uma boa ideia. Ainda é indicado utilizar uma substância constritora nasal com o algodão, deixando o tratamento mais eficaz, fazer uma compressa fria sobre o nariz, e evitar assoá-lo com força nas horas seguintes”, recomenda o otorrinolaringologista Pedro Wey, do Einstein Hospital Israelita.

Além disso, manter a mucosa nasal e o ambiente adequadamente umidificados também pode ajudar a prevenir novos episódios, especialmente em períodos de clima seco.

E quando procurar um médico? 

Se o sangramento não parar após 15 a 30 minutos de compressão, é indicado procurar atendimento médico. A avaliação também é importante quando os episódios são recorrentes ou muito intensos ou quando aparecem acompanhados de outros sinais, como manchas roxas pelo corpo, sangramentos em outras regiões, obstrução nasal ou histórico familiar de distúrbios de coagulação. 

Na consulta, o otorrinolaringologista pode investigar a origem do sangramento e identificar se ele é anterior ou posterior. A epistaxe anterior ocorre na parte da frente do nariz, onde há uma grande concentração de vasos sanguíneos frágeis, e corresponde à maioria dos casos -cerca de 90%, segundo Pedro Wey. Em geral, é mais simples de controlar. 

Quando necessário, o médico pode realizar a cauterização química do vaso que está sangrando. Também podem ser indicadas pomadas ou géis para manter a mucosa hidratada e tratamentos específicos para condições que favorecem a epistaxe, como rinite, sinusite e ressecamento nasal. 

Já a epistaxe posterior ocorre em uma região mais profunda do nariz e tende a ser mais grave. O sangramento pode ser intenso e provocar uma perda significativa de sangue, exigindo atendimento de emergência. 

“Esse tipo de sangramento costuma ser muito intenso, levando à grande perda sanguínea, e normalmente precisa de cirurgia para identificar o ponto do sangramento e fazer uma ligadura da artéria que está sangrando ou uma cauterização elétrica do vaso. Ou ambos”, explica o médico do Einstein. 

*Com informações da Agência Einstein

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