Parque Capivari recebe prêmio internacional de inovação com projeto Floresta Líquida
Iniciativa premiada é composta por cinco árvores tecnológicas que simulam o processo de fotossíntese em tempo real

O Parque Capivari, em Campos do Jordão (SP), conquistou na última semana o primeiro lugar na categoria Inovação do Prêmio Mauricio de Sousa 2025, com o projeto Floresta Líquida. A premiação internacional reconhece os projetos mais criativos e transformadores da indústria de parques.
A cerimônia de entrega ocorreu no complexo Epic Universe, recém-inaugurado pela Universal Studios em Orlando, nos Estados Unidos. O evento reuniu líderes, profissionais e especialistas do setor de entretenimento de diversos países.
A conquista brasileira foi anunciada durante o encerramento da programação, em um dos encontros mais emblemáticos do calendário mundial de parques e atrações temáticas.
A Floresta Líquida, inaugurada em julho de 2025, é composta por cinco árvores tecnológicas que simulam o processo de fotossíntese em tempo real. Com o uso de três tipos de microalgas e uma cianobactéria, cada estrutura atua como um fotobiorreator: absorve dióxido de carbono da atmosfera e libera oxigênio por meio de um sistema de luz artificial e sensores automatizados.
Cada unidade tem capacidade para processar 160 litros de ar por minuto. As árvores operam com 100% de energia fotovoltaica e produzem, além do oxigênio, biomassa que pode ser reaproveitada em processos industriais sustentáveis. Juntas, as cinco árvores equivalem a até 200 árvores convencionais em capacidade de captura de CO₂.
Diferente de propostas que substituem a natureza, a Floresta Líquida se apresenta como aliada das florestas naturais. Seu papel é ampliar a consciência ambiental, inspirar soluções urbanas e servir como plataforma educativa, principalmente para o público infantojuvenil que visita o parque em atividades escolares ou familiares.
Instaladas em ponto estratégico, a Floresta Líquida também se firmou como nova referência de visitação dentro do Parque Capivari. As estruturas recebem monitoramento, registros e materiais didáticos. A ação integra o eixo ESG do Parque e conta com indicadores ambientais auditáveis.
*Diretor executivo da Assimptur
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