TESOURO NATURAL MINEIRO

Parque Estadual do Ibitipoca oferece aventuras subterrâneas entre grutas e natureza

Nove formações rochosas que transformam a visita em uma jornada por ambientes milenares, onde luz, sombra, textura, silêncio e geologia se misturam para criar um dos cenários mais fascinantes do estado

Cláudio Lacerda Oliva*
turismologoali@hojeemdia.com.br
Publicado em 24/12/2025 às 17:50.Atualizado em 24/12/2025 às 17:56.
Entre montanhas, mirantes icônicos e trilhas que cortam paisagens que parecem esculpidas à mão, o Parque Estadual do Ibitipoca, em Minas Gerais, guarda um de seus maiores tesouros: as grutas (Parquetur/Divulgação)
Entre montanhas, mirantes icônicos e trilhas que cortam paisagens que parecem esculpidas à mão, o Parque Estadual do Ibitipoca, em Minas Gerais, guarda um de seus maiores tesouros: as grutas (Parquetur/Divulgação)

Entre montanhas, mirantes icônicos e trilhas que cortam paisagens que parecem esculpidas à mão, o Parque Estadual do Ibitipoca, em Minas Gerais, guarda um de seus maiores tesouros: as grutas. São nove formações rochosas que transformam a visita em uma jornada por ambientes milenares, onde luz, sombra, textura, silêncio e geologia se misturam para criar um dos cenários mais fascinantes de Minas Gerais.

Muito mais que pontos de passagem, as grutas de Ibitipoca são experiências completas de contemplação e aventura e consideradas o maior patrimônio de cavernas de quartzito do Brasil, um verdadeiro universo subterrâneo a céu aberto.

As nove grutas estão distribuídas pelas trilhas mais conhecidas do parque e oferecem diferentes tipos de vivências: passagens estreitas, corredores iluminados por claraboias naturais, salões amplos, janelas com vista para vales e cenários onde a luz praticamente não entra.

O Circuito Janela do Céu abriga três grutas – da Cruz, conhecida pela abertura superior que cria um efeito de luz marcante; Sistema Fugitivos – Três Arcos, um conjunto impressionante de formações com arcos naturais e corredores fotogênicos; e dos Moreiras, a única que só pode ser visitada com acompanhamento de um guia credenciado por contar, desde 2022, com um plano de manejo espeleológico implementado para garantir a conservação do patrimônio e a organização do fluxo de turistas. Com 16km (ida e volta), este é o percurso mais longo do parque e só pode receber no máximo 240 visitantes por dia. Conta com subidas e descidas íngremes, o que exige bom preparo físico do visitante.

No Circuito das Águas fica a Gruta dos Gnomos, marcada por pequenas cavidades e muito associada à mitologia e à cultura popular, onde os gnomos são descritos como seres de baixa estatura que habitam subsolos; e a Ponte da Pedra, famosa pelo imenso bloco que forma uma "ponte" natural sobre o visitante. O percurso é mais curto - 5,2km, entre ida e volta - mas também tem subidas e descidas íngremes. Ao longo da trilha existem mirantes que foram instalados como forma de promover segurança e conforto ao visitante, além de possibilitar a contemplação da paisagem.

Já o Circuito do Pião, um dos mais procurados, também possui um percurso longo, com aproximadamente 9,5km (ida/volta) e duração média de 6h para vencer as muitas subidas e descidas íngremes e chegar às grutas do Monjolinho, conhecida pela sensação de frescor e pelo silêncio característico das cavidades menores; do Pião, que tem esse nome por ficar próxima ao icônico Pico; e dos Viajantes, tradicional parada dos trilheiros, com uma ampla área de abrigo natural.

*Diretor executivo da Assimptur

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