SENHOR DAS ARGOLAS

Audi apresenta nova geração do Q7 que não quer saber de aposentar motor a combustão

Novo Audi Q7 mostra que a eletrificação total está mais distante do que as otimistas previsões da década passada

Marcelo Jabulas@garagemdojabulas
Publicado em 12/06/2026 às 08:28.
 (Foto: Audi/Divulgação)
(Foto: Audi/Divulgação)

No fim da década passada, a Audi foi bastante rápida em seu plano de eletrificação. O e-tron chegou para ser o primeiro modelo 100% elétrico da marca das quatro argolas. Dali em diante, ela expandiu sua gama, já que a tendência era para que o motor a combustão fosse descontinuado até 2035, no Velho Mundo.

Mas a indústria, o mercado e até os governos já viram que não daria acabar com o motor térmico tão rápido, o que obrigou as fabricantes a reverem seus projetos. A prova disso é a terceira geração do Q7. Após mais de uma década sem uma renovação completa, o utilitário chega totalmente reformulado, trazendo novo visual, mais tecnologia embarcada, aumento de desempenho e soluções voltadas ao conforto dos ocupantes.

O novo Q7 passa a utilizar a plataforma Premium Platform Combustion (PPC), arquitetura desenvolvida para veículos equipados com motores a combustão, sistemas híbridos leves e conjuntos híbridos plug-in. Por hora, nada de 100% elétrico.

Visualmente, o SUV adota a mais recente linguagem de design da Audi. A dianteira ganhou uma grade mais ampla e verticalizada, acompanhada por faróis divididos em dois níveis. Na parte superior ficam as luzes diurnas, enquanto os conjuntos principais de iluminação ocupam uma posição inferior. O modelo estreia ainda a tecnologia Digital Matrix LED nos Estados Unidos, sistema capaz de adaptar automaticamente os feixes luminosos e projetar sinais na pista.

Na traseira, as lanternas OLED de terceira geração são interligadas por uma barra luminosa e oferecem diferentes assinaturas visuais configuráveis pelo motorista. A carroceria preserva as proporções robustas que caracterizam o modelo, mas apresenta superfícies mais limpas e musculosas.

Sob o capô, a principal novidade é a adoção de um motor V6 2.9 biturbo com 429 cv. O propulsor substitui as opções de quatro e seis cilindros da geração anterior e trabalha em conjunto com transmissão automática Tiptronic de oito velocidades e sistema de tração integral quattro. A capacidade máxima de reboque chega a 3.493 quilos.

O interior foi completamente redesenhado. O painel passa a reunir uma tela curva OLED que integra quadro de instrumentos digital e central multimídia. Há ainda uma tela dedicada ao passageiro dianteiro, ampliando as possibilidades de entretenimento a bordo. A cabine pode acomodar até sete ocupantes, mas também oferece configuração para seis pessoas com duas poltronas individuais na segunda fileira, configuração muito utilizada nos mercados chinês e norte-americano.

O espaço interno também evoluiu. Com a segunda e a terceira fileiras rebatidas, o volume disponível para bagagens alcança cerca de 2.200 litros. Recursos como sistema de som Bang & Olufsen 4D, iluminação ambiente personalizável, carregadores sem fio duplos e assistentes avançados de condução reforçam o posicionamento premium do modelo.

Por aqui, sua estreia deverá acontecer em 2027, e deverá vir acompanhado da versão SQ7, com V8 de quase 600 cv, para concorrer com BMW X5 e Mercedes-Benz GLS, na faixa de prestígio dos SUV.

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