PASSADO E FUTURO

BMW i3 retorna ao mercado com carroceria sedã, inspirado em clássico dos anos 1960

Novo sedã elétrico da marca alemã aposta em um design ousado para marcar nova fase

Publicado em 22/03/2026 às 11:36.
 (Foto: BMW/Divulgação)
(Foto: BMW/Divulgação)

O futuro se conhece olhando o passado. E nesse contexto o novo BMW i3 marca uma mudança relevante na forma como a marca projeta seus sedãs elétricos. Mais do que introduzir uma nova base técnica, o modelo inaugura uma linguagem visual que retoma elementos históricos e os reinterpreta sob a lógica da eletrificação.

A essência do design parte da proposta Neue Klasse, que resgata referências diretas dos sedãs da BMW das décadas de 1960 e 1970. Essa influência aparece na simplificação das superfícies, no uso de linhas mais limpas e na redução de elementos visuais. Em vez de vincos excessivos e volumes complexos, o i3 aposta em uma leitura mais clara da carroceria, algo que remete ao passado da marca, quando o desenho era guiado por proporção e equilíbrio.

Na dianteira, o tradicional duplo rim permanece como elemento central, mas passa por uma releitura evidente. A grade deixa de ter função prática e assume caráter gráfico, com iluminação integrada e formato mais horizontal. Essa solução mantém a identidade visual clássica, mas adapta sua função ao contexto dos veículos elétricos, que exigem menor refrigeração. Os faróis, mais estreitos e com assinatura simplificada, reforçam a proposta de minimalismo e integração visual.

De perfil, o modelo preserva características históricas da BMW. A curva Hofmeister no pilar C (entalhado em todos os sedãs da marca) continua presente, funcionando como um elo direto com o passado. Ao mesmo tempo, as proporções mudam por conta da plataforma elétrica dedicada, com entre-eixos mais longo, balanços curtos e capô reduzido. Essa combinação permite maior espaço interno e altera a distribuição visual do carro, sem romper com a identidade tradicional dos sedãs da marca.

A traseira segue a mesma lógica de simplificação. As lanternas horizontais, finas e bem definidas, reforçam o aspecto geométrico do conjunto. O desenho evita excessos e aposta na precisão das linhas, característica associada aos modelos clássicos da fabricante. Há uma clara intenção de reduzir o ruído visual e destacar a forma geral do veículo.

No interior, essa filosofia se mantém. O painel abandona a configuração convencional e adota uma abordagem mais limpa, com menos comandos físicos e maior integração digital. Informações são projetadas no para-brisa e a central multimídia assume papel mais discreto, reduzindo a complexidade visual. A proposta é aproximar o ambiente de condução de uma experiência mais intuitiva e tecnológica</CW>.

O ponto central do projeto está na forma como o passado é reinterpretado. O i3 não recorre a um design retrô, nem replica soluções antigas de maneira literal. Em vez disso, utiliza princípios históricos da BMW, como clareza formal, proporções equilibradas e identidade marcante, para construir uma nova linguagem adequada à era elétrica.

Por hora o conjunto elétrico do i3 não foi revelado. A marca não deu detalhes sobre motor, baterias, assim como números de desempenho e autonomia.

Todo exercício estético é um ativo que marcas centenárias como a BMW buscam para garantir lastro diante de modelos contemporâneos chineses, que oferecem autonomia, tecnologia, mas sem lastro da marca. A Renault bebeu nessa fonte com o novo R5, a Fiat como o 500e e Topolino. Cada marca utiliza o que tem.

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