
Quando se trata de SUV, a Audi não tem pressa. Quando Mercedes-Benz e BMW apresentaram o Classe ML e X5, respectivamente, no fim dos anos 1990, a marca das quatro argolas assistiu passivamente. O Q7 só saiu do papel em 2007, depois que as primas Porsche e Volkswagen já tinham lançado Cayenne e Tuareg (que utilizavam a mesma plataforma PL71).
Quando a BMW revolucionou com o X6, com seu estilo cupê, a Mercedes rebolou para colocar o GLE Coupé na praça. A Audi só deu o troco em 2018, com o Q8. E na seara dos grandalhões, as conterrâneas também tomaram a dianteira, com GLS e X7, de olho no consumidor endinheirado de mercados em específico, o chinês e o norte-americano.
E agora, em 2026, a Audi resolveu acordar para a vida mais uma vez e lançar o Q9, seu SUV de 5,31 m de comprimento e 3,14 m de distância entre-eixos. É o maior automóvel feito pela marca alemã.
O projeto foi desenvolvido com foco justamente nos mercados norte-americano e chinês, onde veículos desse porte concentram boa parte das vendas do segmento premium. A carroceria privilegia linhas retas e proporções robustas, enquanto o interior foi concebido para oferecer ambiente semelhante ao de uma sala de estar.
O principal diferencial do modelo é a configuração para seis ocupantes, formato que ganhou forte aceitação nos Estados Unidos e, principalmente, na China. Em vez do banco inteiriço na segunda fileira, o Q9 oferece duas poltronas individuais separadas por um amplo console central, solução que amplia o conforto dos passageiros e facilita o acesso à terceira fileira. Esse tipo de configuração tornou-se uma exigência entre consumidores desses mercados, que utilizam o SUV tanto como veículo familiar quanto como automóvel executivo com motorista.
As poltronas traseiras contam com ajustes elétricos, aquecimento, ventilação e função de massagem. O modelo também estreia portas com abertura e fechamento elétricos, teto panorâmico de transparência variável e iluminação ambiente integrada aos painéis. A terceira fileira foi projetada para acomodar adultos, corrigindo uma das principais limitações do atual Q7.
O painel segue a nova linguagem digital da Audi, reunindo quadro de instrumentos, central multimídia e tela dedicada ao passageiro dianteiro.
O sistema utiliza plataforma baseada em Android Automotive, com assistente virtual integrado e atualizações remotas. Entre os equipamentos também estão sistema de som Bang & Olufsen com 22 alto-falantes, câmeras de visão periférica, condução semiautônoma e recursos avançados de estacionamento.
Na parte mecânica, o Q9 será oferecido inicialmente com motor V6 2.9 biturbo de 429 cv, associado ao câmbio automático de oito marchas e à tração integral quattro. A versão esportiva SQ9 utiliza um V8 4.0 biturbo de 591 cv.
A suspensão pneumática adaptativa trabalha em conjunto com o esterçamento das rodas traseiras, recurso que melhora a estabilidade em alta velocidade e reduz o raio de giro em manobras.