
A DS Automobiles apresentou o N°7, utilitário esportivo que substitui o DS 7 e inaugura uma nova fase da marca premium da Stellantis. Além da mudança de nomenclatura, o modelo passa a utilizar a plataforma STLA Medium, arquitetura desenvolvida para veículos eletrificados dos segmentos C e D e já empregada em outros lançamentos do grupo, como Peugeot 3008, Peugeot 5008, Opel Grandland e Jeep Compass de nova geração.
Com 4,66 metros de comprimento e entre-eixos de 2,79 metros, o N°7 cresceu em relação ao antecessor para ampliar o espaço interno, mantendo dimensões compatíveis com o segmento dos SUVs médios premium. A plataforma STLA Medium também permite diferentes configurações mecânicas, estratégia adotada pela Stellantis para compartilhar componentes entre diversas marcas sem comprometer o posicionamento de cada produto.
Na estreia, o SUV será oferecido com versões totalmente elétricas E-TENSE e uma configuração híbrida convencional. As opções elétricas utilizam um ou dois motores, com potências de 230 cv, 245 cv e 350 cv, esta última equipada com tração integral. Na função Boost, a potência pode atingir até 375 cv. A bateria de maior capacidade, com 97,2 kWh, proporciona autonomia de até 740 quilômetros no ciclo WLTP, colocando o modelo entre os elétricos de maior alcance da categoria.
Já a versão Hybrid utiliza o conhecido motor 1.2 turbo de três cilindros, associado a um propulsor elétrico de 28 cv integrado à transmissão automatizada de dupla embreagem com seis marchas.
O conjunto desenvolve 145 cv e representa uma evolução da família Hybrid 48V que já equipa diversos modelos da Stellantis na Europa. A mesma arquitetura mecânica pode ser encontrada em veículos como Peugeot 3008, Peugeot 5008, Opel Grandland, Citroën C5 Aircross e, futuramente, deverá equipar outros modelos produzidos sobre a plataforma STLA Medium.
No caso dos modelos elétricos, o N°7 também compartilha sua arquitetura com veículos como Peugeot e-3008, Peugeot e-5008 e o novo Jeep Compass elétrico. A plataforma foi projetada para receber motores dianteiros ou de tração integral, além de baterias de diferentes capacidades, permitindo que cada marca adapte desempenho, autonomia e posicionamento de mercado sem a necessidade de desenvolver uma base exclusiva.
Embora compartilhe plataforma e motorizações com outros veículos da Stellantis, o DS N°7 procura diferenciar-se pelo acabamento e pela calibração. O modelo recebe a suspensão adaptativa DS Active Scan Suspension, que utiliza uma câmera para identificar irregularidades do piso e ajustar os amortecedores em tempo real, além de isolamento acústico reforçado e um interior voltado ao segmento premium.
Será que tem espaço para DS mais uma vez no Brasil?