O ANO DO PANDA

Em 2025, o Brasil registrou o maior avanço de marcas chinesas da história

Duas fábricas instaladas, quatro novos anúncios de produção local, além de um caminhão de lançamentos

Marcelo Jabulas@mjabulas
Publicado em 21/12/2025 às 10:47.
 (Marcelo Jabulas)
(Marcelo Jabulas)

O ano de 2025 foi intenso para o mercado de automóveis. O calendário de lançamentos teve novidades até o fim da primeira quinzena de dezembro. Mas o que chamou atenção foi o avanço das chinesas por aqui.

Em menos de seis meses três linhas de produção abriram as portas. A primeira foi a planta da GWM, em Iracemápolis (SP), que passou a produzir o Haval H6, assim como a picape Poer.

A BYD também finalizou suas instalações em Camaçari (BA), onde arremata modelos como o Dolphin Mini em regime SKD. Outra linha de produção chinesa é a unidade da Comexport, em Horizonte (CE), que montará o Chevrolet Spark, também em regime SKD.

Se não bastasse, 2025 também marcou a estreia de várias outras marcas chinesas por aqui. A Omoda & Jaecoo consolidou sua operação e expandiu sua gama de produtos. 

A Geely retornou ao Brasil, agora como social da Renault, e comprou cerca de um quarto da fábrica de São José dos Pinhais (PR). A marca lançou o SUV EX5 no primeiro semestre e o EX2, que será produzido por aqui.

O EX2 é uma aposta agressiva, pois estreou com preço tentador, na casa dos R$ 120 mil, na mesma faixa do Dolphin Mini (líder entre os elétricos), mas com mais espaço interno e autonomia de bateria.

A GAC também fez estreia no Brasil com cinco modelos simultâneos, com uma gama que inclui híbridos, sedãs, SUVs e esportivos. A marca também tem pretensões de produção local, na unidade da HPE, em Catalão (GO). A fábrica que hoje é responsável pela montagem de modelos Mitsubishi poderá compartilhar suas instalações com os chineses a partir de 2026.

Outra chinesa que estreou, atrelada a um grupo forte, foi a Leapmotor. A marca teve parte de seu ativo comprado pela Stellantis e estreou com o SUV C10, que tem como destaque o sistema ultra híbrido, que utiliza motor a combustão como gerador de carga.

A Leap também terá produção local, com manufatura localizada na planta de Goiana (PE), de onde saem modelos como Fiat Toro, Ram Rampage e a gama Jeep. A previsão é que a produção local em regimes CKD e SKD comece em 2026.

A Caoa, que já representa a Chery no Brasil, ampliou sua parceria com marcas chinesas e se associou à Changan. A marca apresentou sua linha de luxo Avatr. 

No segundo semestre, a Jetour fez sua estreia no país. Com foco em modelos de luxo, a marca iniciará suas operações em 2026. Junto dela, a MG (de origem britânica, mas com controle acionário e produção na China) também fez sua estreia no Brasil. O destaque é o roadster Cyberster, com portas tesoura e motores com mais de 500 cv.

Assim, 2025 foi a consolidação de um projeto de expansão que teve início no final dos anos 2000, quando vieram marcas como Effa, Lifan e JAC, num momento em que ainda faltava credibilidade e qualidade. Mas o jogo virou a ponto de grandes grupos ocidentais recorrerem a parcerias, como Renault, Stellantis e General Motors.

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