
A Jeep entra em uma nova faixa do mercado brasileiro com o Avenger, SUV subcompacto que passa a ocupar a posição de entrada da marca, abaixo do Renegade. Produzido em Porto Real (RJ), o modelo chega com a missão de disputar um segmento que ganhou espaço no país com Volkswagen Tera, Renault Kardian, Fiat Pulse e Chevrolet Sonic. A estratégia combina dimensões compactas para uso urbano com elementos de design e recursos associados à linha Jeep.
Para marcar território, a Jeep lançou o modelo com preço inicial de R$ 115 mil, na versão de entrada Altitude (restrita às mil primeiras unidades). Mesmo assim, o modelo estreia com valores competitivos no segmento de utilitários-compactos, com apenas três versões (Altitude, Longitude e Limited), com valores que vão a R$ 146 mil.
Construído sobre a plataforma CPM, a mesma do Citroën Basalt, o Avenger é pequeno. Tem 4,08 metros de comprimento, mas quer preservar a proposta aventureira da marca. O SUV oferece altura livre de 221 mm, assim como ângulos de entrada que chegam a 22 graus e o de saída a 33,9 graus.
O modelo também traz o sistema Selec-Terrain, com modos Normal, Sport e All Terrain, além do Hill Descent Control. Não há tração integral, mas a calibração da suspensão e a altura livre permitem enfrentar pisos irregulares com uma proposta diferente da maioria dos SUVs urbanos do segmento.
Sob o capô está o motor 1.0 turbo T200 associado ao sistema híbrido-leve MHEV de 12V. A configuração entrega 116 cv e 20,5 kgfm, sempre com transmissão automática. O sistema elétrico não movimenta o veículo de forma independente, mas auxilia o motor a combustão em determinadas situações e recupera energia nas desacelerações.
A proposta é reduzir o consumo sem acrescentar a complexidade de um híbrido convencional.
Conteúdos e versões
A linha brasileira será oferecida em três versões: Altitude, Longitude e Limited. A primeira tem preço especial de lançamento de R$ 114.990 e já traz seis airbags, central multimídia de 10 polegadas, painel digital de 7 polegadas, frenagem autônoma de emergência, alerta e correção de faixa, ar-condicionado digital, controle de cruzeiro e Selec-Terrain. Com o pacote High, que acrescenta câmera de ré e barras de teto, o valor sobe para R$ 124.990.
A Longitude custa R$ 135.990 e acrescenta rodas de 17 polegadas, câmera de ré, piloto automático adaptativo, bancos com revestimento de tecido e vinil, carregador de celular por indução e frenagem autônoma com radar. Há ainda pacotes opcionais, incluindo teto solar, inteligência artificial embarcada e painel digital de 10,25 polegadas.
No topo está a Limited, por R$ 145.990. A versão concentra os equipamentos mais avançados da linha, como câmera 360 graus, faróis Matrix LED, monitoramento de ponto cego, painel digital de 10,25 polegadas e sistema ADAS de nível 2, que combina controle de velocidade, frenagem e centralização na faixa. O teto solar é opcional por R$ 7.500.
Outro recurso que diferencia o Avenger é a integração do ChatGPT ao sistema Jeep Adventure Intelligence. O assistente de voz pode consultar informações, sugerir pontos de interesse e interagir com funções como navegação, climatização e mídia. A central multimídia de 10 polegadas tem Apple CarPlay e Android Auto sem fio, enquanto a versão Limited reúne mais de 20 polegadas de telas entre painel e multimídia.
O porta-malas comporta até 364 litros e há 28 litros de compartimentos adicionais na cabine. O console central é modular e o teto solar pode ser instalado nas versões superiores. Com isso, a Jeep posiciona o Avenger como uma alternativa para quem busca migrar de um hatch para um SUV sem partir para um veículo maior.
O Avenger ainda chega com plano de revisões de três anos ou 36 mil km, com as três primeiras manutenções somando R$ 2.773. As revisões são previstas a cada 12 mil km ou 12 meses.