XIAOMI ALEMÃO

Mercedes-AMG GT SUV chega a 1.169 cv e parece inverter os papéis com os chineses

Novo SUV elétrico da Mercedes tem potência de carro chinês e visual muito próximo do que os asiáticos gostam

Marcelo Jabulas@garagemdojabulas
Publicado em 02/11/2026 às 11:02.
 (Foto: Mercedes-Benz/Divulgação)
(Foto: Mercedes-Benz/Divulgação)

E, como dizia o meme: “o mundo não dá voltas, ele capota”. Durante anos, fabricantes chinesas foram acusadas de reproduzir soluções de design de marcas europeias. Agora, a Mercedes-AMG parece inverter essa relação com o GT SUV, um utilitário esportivo elétrico de alto desempenho cuja silhueta remete ao Xiaomi YU7. O curioso é que o modelo chinês, por sua vez, também bebeu de referências europeias, especialmente do Ferrari Purosangue.

A comparação não significa necessariamente uma cópia, mas evidencia como a linguagem visual dos SUVs de perfil esportivo passou a circular entre fabricantes de diferentes origens. O GT SUV representa a entrada da divisão de Affalterbach nesse segmento, com um projeto desenvolvido integralmente pela AMG.

Infelizmente, o modelo herdou as bizarras soluções estéticas do GT 4 Door elétrico, como o conjunto óptico, a grade e as lanternas desproporcionais. O modelo utiliza a plataforma AMG.EA, arquitetura dedicada a veículos elétricos de alto desempenho, e terá três configurações: GT 53, GT 55 e GT 63.

A versão mais potente, GT 63, utiliza três motores elétricos de fluxo axial, capazes de entregar até 860 kW (1.169 cv). Com essa configuração, o SUV acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e alcança 200 km/h em 6,8 segundos. A velocidade máxima é de 270 km/h com o pacote Driver’s Package.

O GT 55 também utiliza três motores de fluxo axial, com potência combinada de até 600 kW (816 cv). Já o GT 53 adota dois motores síncronos, um em cada eixo, que entregam 400 kW (544 cv). Todas as versões contam com tração integral AMG Performance 4MATIC+.

A bateria de alta tensão trabalha com arquitetura de 800 volts e células cilíndricas refrigeradas diretamente por um fluido isolante. Há opções de capacidade utilizável de 106 kWh ou 128 kWh, sendo esta última associada a uma autonomia de até 700 km pelo ciclo WLTP.

A recarga rápida pode alcançar 710 kW, permitindo recuperar até 450 km de autonomia em dez minutos, segundo a Mercedes-AMG. O sistema também é compatível com estações de 400 volts.

O conjunto mecânico é acompanhado pela suspensão AMG Active Ride Control+, que utiliza controle hidráulico ativo para reduzir os movimentos de rolagem e arfagem da carroceria. O sistema trabalha com molas pneumáticas ajustáveis e amortecedores interligados. A direção traseira também é ativa, com esterçamento de até 6 graus, enquanto a aerodinâmica conta com spoiler traseiro móvel e entradas de ar com controle ativo.

A Mercedes-AMG também desenvolveu um sistema de reprodução sonora que simula o funcionamento de motores a combustão. O recurso utiliza registros reais de motores V8 e seis cilindros, incluindo referências ao AMG GT R, para criar uma experiência acústica associada à aceleração e às trocas de marcha.

O interior segue a configuração de cockpit voltado ao motorista, com painel de instrumentos digital de 10,2 polegadas e central multimídia de 14 polegadas. O passageiro dianteiro pode contar com uma terceira tela de 14 polegadas. O SUV também oferece cinco lugares e encostos traseiros rebatíveis.

Na Alemanha, o AMG GT 53 SUV terá preço inicial de 113.050 euros, com encomendas abertas em 20 de outubro de 2026. As versões GT 55 e GT 63 chegam ao mercado na primavera europeia de 2027. A produção será concentrada na fábrica de Sindelfingen, na Alemanha.

Compartilhar
Ediminas S/A Jornal Hoje em Dia.© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por