
Há uma máxima na indústria do automóvel que diz: um carro feio custa o mesmo que um bonito para ser feito, então que seja feito o bonito. Mas nem sempre esse precioso ensinamento é levado a cabo. Um exemplo é o Nissan Juke. Lançado em meados dos anos 2000, esse SUV de “olhos” esbugalhados parecia um sapo.
Mas ele serviu de parâmetro para uma linha de produtos que surgiram nos anos seguintes, inclusive o Kicks. Agora, em sua terceira geração, o Juke se apresenta totalmente elétrico e com um visual futurista, que mantém a essência, mas com um estilo muito mais harmônico.
Apesar do estilo controverso, ao longo de duas gerações o modelo acumulou mais de 1,5 milhão de unidades vendidas na Europa, consolidando-se como um dos produtos mais relevantes da marca na região. Essa identidade visual continua sendo um dos pilares da nova geração elétrica.
Segundo a Nissan, o Juke EV marca a transição de um dos SUVs compactos para a eletrificação. Ele abandona os motores a combustão e passa a adotar um conjunto totalmente elétrico. O novo modelo utiliza a plataforma CMF-EV, base dedicada a veículos elétricos da aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, já empregada em produtos como o Nissan Leaf e o Nissan Ariya.
A expectativa é que o Juke EV seja oferecido com duas opções de bateria, uma de 52 kWh e outra de 75 kWh, permitindo autonomia que pode superar os 600 km no ciclo WLTP, dependendo da versão. A configuração deve incluir motor elétrico com cerca de 215 cv e tração dianteira.
No design, o modelo adota o estilo que a Nissan chama de Hyper Punk. As linhas passam a ser mais angulares, com iluminação em destaque e ausência de grade frontal tradicional, característica comum em veículos elétricos. A marca defende que o visual é voltado para consumidores que priorizam estilo dentro do segmento de SUVs compactos.
Entre os recursos previstos está a tecnologia Vehicle-to-Grid, que permite ao veículo armazenar energia e devolvê-la à rede elétrica, ampliando a função além do transporte. A produção será realizada na fábrica de Sunderland, no Reino Unido, com início programado para 2027, de onde será distribuído para o restante do mercado europeu.