WUHU, CHINA – O Chery QQ é um carro inesquecível. Não pelas suas virtudes, mas por suas mazelas. O subcompacto que estreou no Brasil nos anos 2010 virou meme devido à sua fragilidade e qualidade contestável. Mas ele evoluiu, e muito.
Na China, topamos com o QQ3, um hatch compacto que se tornou um sucesso no mercado local. Tem feito tanto sucesso por lá que a marca precisou ampliar a produção para outras plantas do grupo.
Mas o que fez do novo QQ um sucesso? A começar pelo banho de refinamento. O QQ3 ficou sofisticado, com padrão de acabamento impensável para o velho carrinho que rodou no Brasil.
Bancos revestidos em couro, acabamento acolchoado nos painéis, quadro de instrumentos digital, climatização eletrônica e, claro, um imenso multimídia. Além disso, o novo QQ conta com assistentes de condução e outros mimos.
Elétrico, o carrinho de 4,19 m de comprimento e impressionantes 2,70 m de distância entre eixos se assemelha muito ao Geely EX2. Na verdade, são bem parecidos.
E não é para menos: o EX2 é o modelo mais vendido da China. Definiu o patamar de carro elétrico de entrada.
Equipado com motor de 122 cv, alimentado por baterias de 41,3 kWh, a marca anuncia autonomia de 420 km (no modo chinês). Além disso, quando conectado a carregadores de corrente contínua, é possível recarregar de 30% a 80% da bateria em apenas 16 minutos.
Por ora, não há previsão de chegada do modelo ao Brasil. Isso porque há um imbróglio contratual entre a Chery e a Caoa. O grupo brasileiro tem o direito de comercialização dos modelos da marca chinesa por aqui, como Tiggo 5X, Tiggo 7, Tiggo 8 e Tiggo 9.
Mas nada impede que a Chery troque o emblema do QQ e o ofereça sob as demais marcas do grupo. Seria uma boa opção para ampliar a oferta na base do varejo de elétricos.
