
Já escrevi neste espaço que um dos carros que mais testei nos últimos 10 anos foi o Jeep Renegade. E não é para menos, ele foi o carro que reformulou o segmento de SUVs compactos em 2015 e viu muitos de seus rivais saírem de linha ou serem substituídos e ele segue impávido, mesmo diante da estreia do caçula Avenger.
O Renegade também passou por melhorias e a mais recente foi a adoção de um sistema eletrificado MHEV de 48 volts. Trata-se do popular híbrido leve, que utiliza um super alternador para gerar torque extra para o motor. Ela não manda força para as rodas, mas reduz o esforço do bloco.
O sistema entrega 6 kgfm a mais para o Renegade, mas ele não se soma aos 27,5 quilos do motor T270 1.3 turbo. E também não oferece mais potência aos 175 cv declarados. Mas reduz significativamente o consumo.
Para comprovar, levamos o Renegade para uma jornada de 1.500 quilômetros em diferentes condições: montanha, subidas e descidas de serra, perímetros urbanos, estradas vicinais, rodovias duplicadas, terra e, claro, uma prainha, pois ninguém é de ferro.
Rodamos com gasolina e etanol: um tanque com cada. A média geral foi de 13,6 km/l. Trata-se de um consumo satisfatório. Para termos um parâmetro, fizemos basicamente o mesmo percurso com o Renegade Limited, com o velho bloco Etorq 1.8 de 139 cv, há cerca de seis anos. Na ocasião, a média de consumo, com gasolina, foi de 10,1 km/l.
## Longitude vale a pena?
A versão Longitude é a opção mais acessível com sistema eletrificado e tem preço sugerido inicial de R$ 158.690. Depois de testar a versão Sahara, posso afirmar que a economia de R$ 16 mil vale a pena. Mas, quando comparamos com a versão Altitude, sem sistema eletrificado, a diferença é de quase R$ 20 mil.
Daí, é preciso fazer as contas para saber o quanto será necessário rodar, em quanto tempo, para amortizar o acréscimo do sistema MHEV.
Mesmo assim, a versão oferece um pacote interessante de comodidades que o amigo precisa rodar na cidade e viajar com conforto. Quadro de instrumentos digital, carregamento por indução, climatização digital, multimídia com conexão sem fio para smartphones, GPS nativo e câmera de ré, freio de estacionamento eletrônico e assistentes de condução.
O senão do Renegade mais uma vez é o porta-malas. Os 320 litros são satisfatórios no uso cotidiano, mas quando se viaja com a família toda é preciso racionar a bagagem e não abusar nas lembrancinhas.