
A Stellantis apresentou seu balanço anual e antecipou o calendário de lançamentos para 2026, indicando um ritmo acelerado de renovação de portfólio na América do Sul. O grupo prevê 16 novos produtos no próximo ano, volume que dá uma média superior a um lançamento por mês e faz parte de uma estratégia que combina expansão industrial, diversificação de modelos e aceleração do processo de eletrificação regional.
O destaque do cronograma é o sucessor do Fiat Argo, derivado do Grande Panda. O modelo inaugura um ciclo de compactos baseado em plataformas mais recentes do grupo, a CMP.
Outro lançamento estratégico será o Jeep Avenger, cuja demanda prevista motivou a implantação de um terceiro turno na fábrica de Porto Real (RJ). A medida reflete o esforço para ampliar a oferta do SUV no mercado local e sustentar o volume de exportações.
A programação também inclui a continuidade da família Ram Dakota e a expansão da linha Leapmotor, cuja produção nacional foi anunciada recentemente. Nesse conjunto de 16 novidades, parte significativa será composta por evoluções de modelos já existentes, com reestilizações, novas versões e atualizações de conteúdo.
A eletrificação aparece como eixo central do planejamento industrial com seis novidades para o ano. Após introduzir sistemas híbridos em Fiat Pulse, Fastback e nos Peugeot 208 e 2008, o grupo pretende ampliar a tecnologia para outras marcas e categorias.
A incorporação da Leapmotor ao portfólio regional reforça essa transição, sobretudo pelo foco em modelos urbanos e acessíveis. A empresa trabalha para iniciar o ciclo de lançamentos já em janeiro, garantindo espaço para cumprir o calendário ao longo de 2026.
O desempenho comercial da Stellantis na América do Sul sustenta essa estratégia. O grupo ultrapassou 900 mil veículos vendidos no ano e projeta fechar 2025 com 1 milhão de unidades na região.
Apesar de a América Latina representar cerca de 5% do mercado global de automóveis, dentro da Stellantis o peso regional é maior. Segundo Herlander Zola, CEO do grupo na região, a meta é que as seis fábricas sul-americanas respondam por 15% do volume global da companhia.